Diagnóstico Diferencial das Ptoses Palpebrais e Síndromes

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2013

Enunciado

Assinale a alternativa que contenha a correlação correta: 1) Distância da margem superior ao reflexo da córnea de 1 mm e função de músculo levantador da pálpebra de 15 mm 2) Epicanto inverso, telecanto e função de músculo levantador da pálpebra de 2 mm 3) Distância da margem superior ao reflexo da córnea de 1 mm e retração palpebral ao mastigar 4) Distância da margem superior ao reflexo da córnea negativa, função de músculo levantador da pálpebra nula e oftalmoplegia 1. Síndrome da blefarofimose li. Síndrome de Marcus Gunn III. Síndrome da blefaroptose aponeurótica IV. Distrofia muscular mitocondrial

Alternativas

  1. A) 1-III, 2-I, 3-II, 4-IV
  2. B) 1-I, 2-II, 3-IV, 4-III
  3. C) 1-II, 2-I , 3-III, 4-IV
  4. D) 1-I, 2-III, 3- IV, 4-II

Pérola Clínica

Marcus Gunn = Ptose + Sincinesia mandibular; Blefarofimose = Ptose + Telecanto + Epicanto inverso.

Resumo-Chave

O diagnóstico das ptoses palpebrais depende da correlação entre a posição da pálpebra (MRD1), a função do músculo levantador e a presença de sinais sistêmicos ou sincinesias.

Contexto Educacional

A avaliação da ptose palpebral é fundamental na propedêutica oftalmológica e neurológica. A medida da MRD1 (Margin Reflex Distance 1) quantifica o grau da ptose, enquanto a excursão do músculo levantador (medida da posição da pálpebra da infra para a supraversão com o frontal bloqueado) define a força muscular. Síndromes complexas como a Blefarofimose exigem múltiplas cirurgias reconstrutivas, enquanto a ptose aponeurótica é corrigida com o simples reposicionamento da aponeurose. Já condições como a oftalmoplegia externa crônica progressiva (CPEO), uma distrofia mitocondrial, apresentam ptose bilateral progressiva com motilidade ocular reduzida, exigindo investigação sistêmica para outras miopatias ou alterações cardíacas.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza a Síndrome de Marcus Gunn?

É uma ptose congênita neurogênica caracterizada por uma sincinesia mandíbulo-palpebral. Ocorre devido a uma conexão anômala entre o nervo trigêmeo (V par), que inerva os músculos da mastigação, e o nervo oculomotor (III par), que inerva o levantador da pálpebra. Clinicamente, a pálpebra ptótica retrai (sobe) quando o paciente abre a boca ou move a mandíbula para o lado oposto.

Quais os componentes da Síndrome da Blefarofimose?

A Síndrome da Blefarofimose, Ptose e Epicanto Inverso (BPES) é uma condição genética (gene FOXL2) que apresenta quatro sinais clássicos: ptose palpebral grave (com função do levantador pobre), telecanto (aumento da distância intercantal), epicanto inverso (prega cutânea que nasce na pálpebra inferior) e blefarofimose (redução da fenda palpebral horizontal).

Como diferenciar ptose aponeurótica de miogênica?

A ptose aponeurótica (comum no idoso por desinserção do tendão) apresenta função do músculo levantador preservada (geralmente >12-15 mm) e sulco palpebral alto. Já a ptose miogênica (como na miastenia gravis ou distrofias) apresenta função do levantador pobre ou nula e, frequentemente, perda do sulco palpebral e oftalmoplegia associada.

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