PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2023
Paciente, sexo masculino, 22 anos de idade, trazido por populares à UPA após ser vítima de agressão física, relata que sofreu agressão com um soco na face há cerca de 45 minutos. Refere ferimento em pálpebra superior direita com dor e sangramento. Nega outros sintomas. Ao exame físico, bom estado geral, lúcido e orientado, presença de ferimento corto-contuso na pálpebra superior direita, medindo 2,0cm, com exposição da camada interna, sangramento ativo em pequena quantidade e sem lesão do globo ocular direito.Frente ao quadro descrito, indique a estrutura anatômica lesada, caso o paciente apresente ptose palpebral.
Ptose palpebral traumática → lesão da aponeurose do músculo levantador da pálpebra superior.
A ptose palpebral após trauma na pálpebra superior, na ausência de lesão neurológica evidente, sugere lesão da aponeurose do músculo levantador da pálpebra superior. Este músculo é o principal responsável pela elevação da pálpebra, e sua aponeurose pode ser seccionada ou desinserida por trauma direto.
A ptose palpebral, ou queda da pálpebra superior, pode ter diversas causas, incluindo congênitas, neurológicas, miogênicas e traumáticas. Em um contexto de trauma direto na pálpebra, como um soco, a lesão da aponeurose do músculo levantador da pálpebra superior é uma causa comum de ptose. Este músculo é o principal responsável pela elevação ativa da pálpebra, sendo inervado pelo nervo oculomotor (III par craniano). A aponeurose do músculo levantador se estende anteriormente e se insere na placa tarsal superior e na pele da pálpebra. Um ferimento corto-contuso na pálpebra superior pode levar à desinserção, laceração ou avulsão dessa aponeurose, comprometendo a capacidade de elevação da pálpebra. É crucial diferenciar essa lesão de uma lesão neurológica do nervo oculomotor, que também causaria ptose, mas estaria associada a outros sinais como diplopia ou estrabismo. O diagnóstico da lesão da aponeurose é clínico, com a história de trauma e a presença de ptose. O tratamento é cirúrgico, visando a reparação da aponeurose para restaurar a função da pálpebra e a simetria facial. A avaliação cuidadosa do globo ocular e das estruturas adjacentes é sempre prioritária em casos de trauma facial.
O músculo levantador da pálpebra superior é o principal responsável pela elevação da pálpebra superior, sendo inervado pelo nervo oculomotor (III par craniano). Sua aponeurose se insere na placa tarsal e na pele da pálpebra.
Um trauma direto, como um soco, pode causar um ferimento corto-contuso que secciona ou desinsere a aponeurose do músculo levantador da pálpebra superior da placa tarsal, resultando na incapacidade de elevar a pálpebra e, consequentemente, ptose.
O músculo levantador da pálpebra superior é o elevador primário, responsável pela maior parte da elevação. O músculo de Müller (ou tarsal superior), inervado pelo sistema simpático, contribui com uma elevação menor (cerca de 2 mm) e mantém o tônus palpebral.
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