HSJ - Hospital São Julião (MS) — Prova 2015
Uma criança de 4 anos apresentou erupções na pele. A lesão inicial era uma mancha rosada, arredondada de 3 cm em região mamilar esquerda. Duas semanas depois surgiram múltiplas máculas ovais avermelhadas de diâmetro entre meio e um centímetro em tronco e regiões proximais dos membros. Apresentou leve descamação furfurácea em tronco. Afebril e sem outros sintomas. A erupção durou dois meses, de resolução gradual. Qual o diagnóstico provável?
Ptiríase rósea: Placa-mãe (lesão heráldica) → 1-2 semanas depois, exantema oval em 'árvore de natal' no tronco, com descamação furfurácea.
A Ptiríase rósea é uma doença exantemática comum, caracterizada pelo surgimento de uma lesão inicial maior (placa-mãe ou lesão heráldica), seguida por múltiplas lesões menores ovais, avermelhadas e com descamação furfurácea, que se distribuem no tronco e membros proximais, frequentemente em padrão de 'árvore de natal'. É autolimitada e geralmente afebril.
A Ptiríase rósea é uma erupção cutânea inflamatória aguda e autolimitada, comum em crianças e adultos jovens, com pico de incidência entre 10 e 35 anos. Embora a causa exata seja desconhecida, há evidências que sugerem uma associação com a reativação de herpesvírus humanos, principalmente o HHV-6 e HHV-7. É uma condição benigna, mas que pode gerar preocupação devido à sua aparência e à necessidade de diferenciação de outras dermatoses. O quadro clínico típico inicia-se com uma 'placa-mãe' ou 'lesão heráldica', uma única lesão maior, oval ou arredondada, eritematosa e levemente descamativa, que pode surgir em qualquer parte do corpo, mas frequentemente no tronco. Após uma a duas semanas, surge uma erupção generalizada de múltiplas lesões menores, ovais, avermelhadas e com descamação fina (furfurácea), que se distribuem no tronco e nas porções proximais dos membros, seguindo as linhas de clivagem da pele (linhas de Langer), o que confere o clássico padrão de 'árvore de natal'. Geralmente, o paciente é afebril e assintomático, ou apresenta prurido leve. O diagnóstico da Ptiríase rósea é clínico, baseado na história e no exame físico. O principal desafio para residentes é o diagnóstico diferencial com outras condições como tinea corporis, sífilis secundária, psoríase gutata e reações a medicamentos. A ausência de sintomas sistêmicos, a presença da placa-mãe e a distribuição característica do exantema são chaves para o reconhecimento. O tratamento é sintomático, visando aliviar o prurido, e a condição resolve-se espontaneamente em cerca de 6 a 8 semanas, sem deixar cicatrizes.
A lesão inicial, conhecida como placa-mãe ou lesão heráldica, é uma mancha ou placa rosada, arredondada ou oval, maior que as lesões subsequentes, que geralmente aparece dias ou semanas antes do exantema generalizado.
O exantema secundário consiste em múltiplas máculas ou pápulas ovais, avermelhadas, com leve descamação furfurácea, que se distribuem predominantemente no tronco e nas regiões proximais dos membros, seguindo as linhas de clivagem da pele, o que confere um padrão de 'árvore de natal'.
A Ptiríase rósea é uma condição autolimitada, com resolução espontânea em 6 a 8 semanas, e geralmente não requer tratamento específico. Sintomas como prurido podem ser aliviados com anti-histamínicos ou corticosteroides tópicos de baixa potência.
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