Psoríase Vulgar: Fatores de Risco e Gatilhos de Exacerbação

SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025

Enunciado

Mulher, 52 anos de idade, comparece à UBS com queixa de lesões na pele que surgiram há 3 meses, localizadas nos cotovelos, joelhos e couro cabeludo. Relata que as lesões são descamativas, pruriginosas e, às vezes, dolorosas. Já utilizou cremes hidratantes, sem melhora. Tem história de asma brônquica. Ao exame físico, observa-se eritema com escamas prateadas em placas bem delimitadas nas áreas referidas pela paciente, além de envolvimento ungueal. Não apresenta sinais de infecção secundária.\n\nIdentifique o fator de risco mais significativo desse caso, associado ao agravamento das lesões cutâneas:

Alternativas

  1. A) Consumo de glúten.
  2. B) Exposição ao frio extremo.
  3. C) Uso de protetores solares à base de óxido de zinco.
  4. D) Tabagismo.

Pérola Clínica

Psoríase: Placas prateadas + áreas de extensão + fumo/estresse como gatilhos de piora.

Resumo-Chave

A psoríase é uma doença inflamatória crônica mediada por células T; o tabagismo aumenta o risco de desenvolvimento e agrava a gravidade das placas cutâneas.

Contexto Educacional

A psoríase é uma dermatose inflamatória crônica, imunomediada, com forte componente genético e influência de fatores ambientais. Caracteriza-se pela hiperproliferação de queratinócitos e infiltração inflamatória na derme e epiderme. O quadro clínico típico apresenta placas eritematosas bem delimitadas, cobertas por escamas prateadas ou micáceas, localizadas preferencialmente em couro cabeludo, cotovelos e joelhos.\n\nO envolvimento ungueal (pitting, mancha em óleo, onicólise) é um marcador importante que pode sinalizar um risco aumentado de artrite psoriásica. O manejo envolve não apenas o controle das lesões com corticoides tópicos, análogos da vitamina D, fototerapia ou biológicos, mas também a modificação de hábitos de vida, como a cessação do tabagismo e controle do peso, fundamentais para a remissão da doença.

Perguntas Frequentes

Como o tabagismo influencia a psoríase?

O tabagismo é um dos fatores ambientais mais fortemente associados à psoríase. Ele aumenta o estresse oxidativo e a produção de citocinas pró-inflamatórias (como TNF-alfa e IL-17), que são centrais na patogênese da doença. Fumantes apresentam maior risco de desenvolver a doença, menor taxa de resposta ao tratamento e maior gravidade clínica das lesões cutâneas.

Quais são os sinais clássicos no exame físico da psoríase?

Os sinais clássicos incluem a Curetagem Metódica de Brocq, que revela o Sinal da Vela (escamas que se soltam como raspas de vela) e o Sinal de Auspitz (pontos de sangramento após a remoção da escama). Também é comum o Fenômeno de Koebner, onde novas lesões surgem em áreas de trauma cutâneo.

Quais outros fatores podem agravar a psoríase além do fumo?

Além do tabagismo, a psoríase pode ser exacerbada pelo consumo de álcool, estresse emocional, infecções (especialmente estreptocócicas na psoríase gutata), obesidade e o uso de certos medicamentos, como betabloqueadores, lítio e antimaláricos.

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