UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2015
A psoríase é uma dermatose crônica caracterizada por lesões eritemato-escamosas. Pode ocorrer em qualquer idade ou sexo. Nesse sentido,
Psoríase: agravada por lítio, betabloqueadores, antimaláricos; corticoide sistêmico (uso/retirada) → psoríase pustulosa.
A psoríase é uma doença inflamatória crônica com forte componente genético e imunológico, mas que pode ser exacerbada por fatores ambientais, infecções e certas medicações. A retirada abrupta de corticosteroides sistêmicos é um gatilho conhecido para a forma pustulosa.
A psoríase é uma dermatose inflamatória crônica, imunomediada, caracterizada por lesões eritemato-escamosas bem delimitadas, que afeta cerca de 1-3% da população mundial. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo predisposição genética (com o gene PSORS1 no cromossomo 6p21 sendo o mais implicado) e fatores ambientais que desencadeiam a resposta imune. A doença é mediada principalmente por células T de memória ativadas, que produzem citocinas pró-inflamatórias levando à proliferação excessiva de queratinócitos. Clinicamente, a psoríase pode se manifestar de diversas formas, sendo a psoríase vulgar a mais comum. As lesões podem ocorrer em qualquer parte do corpo, incluindo dobras (psoríase invertida) e semimucosas genitais, contrariando a alternativa C. O fenômeno de Koebner, ou isomórfico, é característico da psoríase, onde novas lesões surgem em locais de trauma cutâneo. A curetagem metódica de Brocq revela o sinal da vela (escamas se desprendem facilmente), o sinal da membrana de Duncan-Brocq (membrana fina e brilhante após remoção das escamas) e o sinal do orvalho sangrento (pontos hemorrágicos após remoção da membrana, também conhecido como sinal de Auspitz). O manejo da psoríase envolve terapias tópicas, fototerapia e tratamentos sistêmicos, incluindo imunobiológicos. É crucial identificar e evitar fatores desencadeantes e agravantes, como estresse, infecções e certos medicamentos. Drogas como lítio, betabloqueadores, antimaláricos e inibidores da ECA são conhecidos por agravar a doença. Além disso, o uso e, principalmente, a interrupção abrupta de corticosteroides sistêmicos podem desencadear formas graves de psoríase, como a psoríase pustulosa generalizada, exigindo cautela e desmame gradual.
Diversos medicamentos podem agravar a psoríase, incluindo lítio, betabloqueadores, antimaláricos (cloroquina, hidroxicloroquina), inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e anti-inflamatórios não esteroides (AINEs).
O fenômeno de Koebner, ou fenômeno isomórfico, é o surgimento de novas lesões de psoríase em áreas de trauma cutâneo (arranhões, queimaduras, cirurgias) em pacientes com a doença ativa.
A interrupção abrupta de corticosteroides sistêmicos em pacientes com psoríase pode levar a um rebote da doença, muitas vezes manifestando-se como uma forma mais grave e generalizada, como a psoríase pustulosa. Por isso, o desmame deve ser gradual.
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