HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2023
Homem de 38 anos, procura A UPA relatando lesões de pele e prostração há dez dias. O quadro cutâneo se iniciou com placas eritematosas que foram aumentando progressivamente, agora acometendo quase todo o corpo. Há 30 dias, fez extração dentária e foi medicado com Amoxicilina por 7 dias, dipirona e prednisona. Tem antecedentes de hipertensão arterial, dislipidemia e psoríase, é ex-etilista (parou há três anos). Ao exame clínico, apresenta eritema esfoliativo difuso acometendo mais de 80% da superfície corpórea. Assinale a alternativa com o provável diagnóstico e o(s) exame(s) indicado(s) para sua confirmação.
Psoríase eritrodérmica → eritema esfoliativo >80% SC, histórico de psoríase, biópsia de pele confirma.
A psoríase eritrodérmica é uma forma grave e generalizada de psoríase, caracterizada por eritema e descamação em mais de 80% da superfície corporal. O histórico de psoríase prévia, mesmo que controlada, e a exposição a gatilhos como infecções ou retirada abrupta de corticoides sistêmicos, são cruciais para o diagnóstico.
A eritrodermia é uma emergência dermatológica caracterizada por eritema e descamação generalizados, afetando mais de 80% da superfície corporal. As causas são variadas, incluindo exacerbação de dermatoses preexistentes (psoríase, dermatite atópica), reações medicamentosas (farmacodermias), linfomas cutâneos e idiopáticas. A psoríase eritrodérmica é uma das principais causas, frequentemente desencadeada por infecções, estresse, uso de certos medicamentos (como lítio, betabloqueadores) ou retirada abrupta de corticoides sistêmicos. O caso clínico apresenta um paciente com histórico de psoríase e uso recente de amoxicilina e prednisona, com quadro de eritema esfoliativo difuso. Embora a farmacodermia seja um diferencial importante, o histórico de psoríase e a ausência de outros sinais de reação medicamentosa grave (como febre alta, eosinofilia proeminente) tornam a psoríase eritrodérmica o diagnóstico mais provável. A biópsia de pele é essencial para a confirmação diagnóstica, pois permite identificar os achados histopatológicos característicos da psoríase, como acantose regular, paraqueratose e microabscessos de Munro, além de excluir outras causas. Para o residente, é crucial reconhecer a gravidade da eritrodermia, que pode levar a complicações sistêmicas como desidratação, desregulação térmica, infecções secundárias e insuficiência cardíaca de alto débito. O manejo inicial envolve estabilização do paciente, hidratação e tratamento da causa subjacente. No caso da psoríase eritrodérmica, o tratamento inclui corticoides sistêmicos (com cautela na retirada), metotrexato, ciclosporina ou agentes biológicos. A biópsia de pele em múltiplos pontos é uma prática recomendada para aumentar a acurácia diagnóstica, dada a heterogeneidade da apresentação histopatológica em alguns casos de eritrodermia.
A psoríase eritrodérmica é caracterizada por eritema e descamação generalizados, acometendo mais de 80% da superfície corporal. O diagnóstico é fortemente sugerido pelo histórico de psoríase e pode ser confirmado por biópsia de pele, que revela achados histopatológicos típicos de psoríase, como acantose, paraqueratose e infiltrado inflamatório.
A diferenciação pode ser desafiadora. A psoríase eritrodérmica geralmente tem um histórico prévio de psoríase e pode ser desencadeada por fatores como infecções, estresse ou retirada abrupta de corticoides. A farmacodermia esfoliativa, por sua vez, está diretamente ligada ao uso de um novo medicamento e pode apresentar outros sinais sistêmicos. A biópsia de pele é fundamental para distinguir as duas condições.
A biópsia de pele em múltiplos pontos (três pontos, como sugerido) é indicada para aumentar a chance de encontrar achados histopatológicos representativos da condição. Em casos de eritrodermia, a apresentação pode ser heterogênea, e múltiplas amostras ajudam a confirmar o diagnóstico e excluir outras causas, como linfoma cutâneo ou pênfigo.
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