PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025
A doença crônica representa um grande desafio para o adolescente, para as famílias e para os profissionais de saúde que cuidam dele. É uma situação difícil e dolorosa, que impõe restrições e causa preocupações, ansiedade e medo de complicações ou de morte. As marcas visíveis ou sinais das doenças crônicas, são penosos e prejudicam a autoimagem, levando à insatisfação com o seu corpo, baixa autoestima, insegurança, depressão, raiva, ansiedade sobre a sua atratividade e sexualidade, prejuízos no relacionamento com os grupos e adaptação social, ficando isolados ou tornando-se vítimas de bullying. Neste cenário, os adolescentes com doença crônica:
Doença crônica no adolescente → ↑ risco de não adesão por rebeldia ou sensação de invulnerabilidade.
Adolescentes com doenças crônicas frequentemente oscilam entre comportamentos de infantilidade e agressividade, utilizando a não adesão como forma de testar limites ou negar a vulnerabilidade da doença.
O manejo de adolescentes com doenças crônicas exige uma compreensão profunda das fases do desenvolvimento humano. A transição da infância para a vida adulta é marcada por mudanças físicas e psicológicas intensas, onde a aceitação social é prioritária. A doença crônica atua como um estressor adicional que pode desviar o curso normal desse desenvolvimento. Clinicamente, observa-se que o comportamento reacional é uma defesa contra a dor e a perda de controle. Estratégias de cuidado devem ser multidisciplinares, integrando suporte psicológico para trabalhar a autoimagem e a aceitação, garantindo que o tratamento não seja visto como um castigo, mas como uma ferramenta para manter a independência desejada pelo jovem.
A não adesão no adolescente muitas vezes não é um esquecimento, mas um comportamento reacional. Durante a adolescência, a busca por autonomia e a sensação de invulnerabilidade são características do desenvolvimento normal. Quando confrontados com uma doença crônica que impõe restrições, o jovem pode utilizar a negação do tratamento como uma forma de reafirmar seu controle sobre a própria vida ou para se sentir igual aos pares saudáveis, ignorando os riscos a longo prazo.
Marcas visíveis da doença, como cicatrizes, uso de dispositivos médicos ou alterações no crescimento, podem ser profundamente penosas. Isso gera insatisfação corporal, baixa autoestima e insegurança quanto à atratividade e sexualidade. Esse cenário predispõe ao isolamento social e torna o adolescente mais vulnerável ao bullying, o que pode desencadear quadros de depressão e ansiedade social, prejudicando sua integração em grupos de pares.
O médico deve evitar uma postura puramente autoritária ou focada apenas em ameaças sobre complicações futuras. É fundamental estabelecer uma aliança terapêutica, envolvendo o adolescente nas decisões e reconhecendo sua necessidade de autonomia. O foco deve ser na qualidade de vida atual e na negociação de metas realistas, em vez de apenas reforçar a vulnerabilidade, o que pode gerar mais rebeldia e afastamento do cuidado médico.
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