UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2024
Não é raro as mulheres, durante o período de lactação, estarem em uso de psicofármacos com potenciais efeitos sobre o lactente. Assinale a alternativa CORRETA:
Lítio na lactação é contraindicado devido a riscos de toxicidade grave no lactente, incluindo disfunção tireóidea e hipotonia.
O uso de psicofármacos na lactação exige avaliação cuidadosa do risco-benefício. O lítio é particularmente problemático devido à sua alta concentração no leite materno e aos graves efeitos adversos no lactente, como hipotonia e disfunção tireoidiana, tornando-o geralmente contraindicado.
A decisão de usar psicofármacos durante a lactação é complexa e exige uma avaliação cuidadosa do risco-benefício, considerando a saúde mental materna e a segurança do lactente. Muitos medicamentos são excretados no leite materno em diferentes concentrações, e seus efeitos nos bebês podem variar de mínimos a graves. É fundamental que médicos e residentes estejam atualizados sobre as evidências disponíveis para orientar suas pacientes. Em relação aos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), a sertralina e a paroxetina são frequentemente as escolhas preferenciais devido à sua baixa transferência para o leite materno. A fluoxetina, embora eficaz, tem uma meia-vida mais longa e pode se acumular no lactente. Os benzodiazepínicos, por sua vez, podem causar sedação e hipotonia no lactente, e seu uso deve ser restrito a doses baixas e por curtos períodos, com monitoramento rigoroso. O lítio, utilizado no tratamento do transtorno bipolar, representa um risco significativo na lactação. Ele é excretado em altas concentrações no leite materno e pode levar a efeitos adversos graves no lactente, como disfunção tireóidea, hipotonia, cianose e alterações no eletrocardiograma (ECG). Por essa razão, a amamentação é geralmente contraindicada em mães que utilizam lítio, e alternativas terapêuticas ou a interrupção da amamentação devem ser consideradas.
Entre os ISRS, a sertralina e a paroxetina são geralmente consideradas as opções mais seguras durante a lactação, devido à baixa concentração no leite materno e menor risco de efeitos adversos no lactente. A fluoxetina, por ter meia-vida mais longa, pode ser menos preferível.
O lítio é contraindicado na amamentação devido à sua alta excreção no leite materno e ao risco significativo de toxicidade no lactente, que pode incluir disfunção tireóidea, hipotonia, cianose, hipotermia e alterações cardíacas.
Os benzodiazepínicos podem ser detectados no leite materno e causar sedação, hipotonia e dificuldade de alimentação no lactente. Aqueles com meia-vida mais curta e baixa dose podem ser considerados com cautela, mas a monitorização do lactente é essencial.
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