Suporte Psicossocial no Câncer Ginecológico: Conduta Médica

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2026

Enunciado

As mulheres, de maneira geral, têm risco aumentado e sofrimento psicossocial após o diagnóstico de câncer. Isso se deve, em parte, não apenas à doença e à terapia agressiva associada, mas também à etapa de vida no momento do diagnóstico e pelas especificidades do gênero feminino. Nesse momento, a postura de cuidado recomendada para o médico ou ginecologista, ao lidar com pacientes diagnosticados com câncer ginecológico, é a de:

Alternativas

  1. A) Tomada de decisões unilaterais, privando a família e o paciente de sofrimentos.
  2. B) Suporte emocional e encaminhamento para especialistas em psico-oncologia.
  3. C) Minimização das necessidades emocionais das pacientes.
  4. D) Comunicação objetiva e julgadora.
  5. E) Tomada de atitude de comunicação restrita com a família.

Pérola Clínica

Diagnóstico de câncer → Suporte emocional + Abordagem multidisciplinar (Psico-oncologia).

Resumo-Chave

O diagnóstico de câncer ginecológico impacta a identidade feminina e a sexualidade, exigindo uma postura empática e encaminhamento especializado para suporte psicológico.

Contexto Educacional

O cuidado integral em oncologia transcende o tratamento cirúrgico e quimioterápico. A abordagem biopsicossocial reconhece que o câncer afeta todas as dimensões da vida da mulher. A integração da psico-oncologia no plano terapêutico é fundamental para reduzir a ansiedade e a depressão, promovendo uma melhor adaptação às mudanças corporais e funcionais decorrentes da doença e do tratamento.

Perguntas Frequentes

Qual o papel do ginecologista no suporte emocional?

O médico deve oferecer escuta ativa, validar os sentimentos da paciente e identificar sinais de sofrimento psíquico grave que necessitem de intervenção especializada, mantendo uma comunicação aberta e honesta.

Por que o câncer ginecológico tem impacto específico no gênero?

Afeta órgãos ligados à feminilidade, maternidade e sexualidade, podendo gerar crises de identidade, baixa autoestima e dificuldades nos relacionamentos interpessoais devido às mutilações cirúrgicas ou efeitos da quimioterapia.

Quando encaminhar para a psico-oncologia?

O encaminhamento deve ser precoce, idealmente no momento do diagnóstico, para auxiliar no enfrentamento da doença, adesão ao tratamento e manejo do estresse emocional agudo e crônico.

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