CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2010
Tendo em vista a fisiopatogenia, qual destas afecções pode ser considerada um subtipo do pseudotumor orbitário?
Miosite orbitária = Subtipo de pseudotumor orbitário; cursa com dor à movimentação ocular.
O pseudotumor orbitário é uma inflamação idiopática que pode afetar qualquer estrutura da órbita; quando foca nos músculos extraoculares, é chamado de miosite orbitária.
O termo 'pseudotumor orbitário' refere-se a uma condição inflamatória benigna e idiopática que simula uma neoplasia orbitária. Ele pode ser classificado de acordo com a estrutura anatômica mais afetada: miosite (músculos), dacrioadenite (glândula lacrimal), perineurite (nervo óptico) ou esclerite posterior. A miosite orbitária destaca-se pela dor intensa e limitação da motilidade. É fundamental descartar causas secundárias de inflamação, como granulomatose com poliangiíte, sarcoidose e linfoma, antes de fechar o diagnóstico de idiopático. A abordagem diagnóstica envolve exames de imagem e, em casos atípicos, biópsia da lesão.
A miosite orbitária é uma forma clínica de inflamação orbitária idiopática (pseudotumor) que envolve primariamente um ou mais músculos extraoculares. Clinicamente, manifesta-se com dor ocular aguda, que piora com a movimentação do olho, diplopia, proptose e quemose conjuntival sobre o músculo afetado. Ao contrário da oftalmopatia de Graves, a miosite costuma ter início súbito e apresenta excelente resposta ao uso de corticosteroides sistêmicos.
Na tomografia computadorizada ou ressonância magnética, a miosite orbitária mostra o espessamento do ventre muscular E do tendão de inserção escleral. Na oftalmopatia de Graves, o espessamento ocorre apenas no ventre muscular, poupando o tendão (aspecto em 'garrafa de coca-cola'). Além disso, o Graves é geralmente bilateral e indolor, enquanto a miosite é frequentemente unilateral e dolorosa.
O tratamento de primeira linha para o pseudotumor orbitário (inflamação orbitária idiopática) é a corticoterapia sistêmica em doses elevadas (geralmente Prednisona 1mg/kg/dia). A resposta costuma ser dramática e rápida, servindo inclusive como teste diagnóstico. Em casos recorrentes ou resistentes, pode-se utilizar radioterapia orbitária em baixas doses ou agentes imunossupressores poupadores de corticoide.
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