HSLRP - Hospital São Luiz Rede D'Or Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Paciente feminina, 57 anos de idade, deu entrada em um pronto socorro com quadro de dor abdominal intensa e ascite, sendo então submetida a laparotomia exploradora. Durante a cirurgia, notou-se ascite mucinosa em grande quantidade, além de tumores císticos loculados no peritônio parietal, ligamento de Treitz, omento e ovários. Considerando a principal hipótese diagnóstica, assinale o local de origem mais comum para essa afecção:
Ascite mucinosa + implantes peritoneais → Pseudomixoma Peritoneal, origem mais comum = apêndice.
O pseudomixoma peritoneal é uma condição rara caracterizada pelo acúmulo de material mucinoso no peritônio, geralmente originário de uma neoplasia mucinosa do apêndice. A disseminação para ovários, omento e ligamento de Treitz é comum.
O pseudomixoma peritoneal (PMP) é uma condição rara, caracterizada pelo acúmulo progressivo de material mucinoso gelatinoso na cavidade peritoneal, associado a implantes tumorais mucinosos. Embora possa ter diversas origens, a neoplasia mucinosa do apêndice é a causa mais comum, responsável por cerca de 90% dos casos. A importância clínica reside na sua natureza insidiosa e na dificuldade de tratamento, que exige abordagens cirúrgicas complexas. A fisiopatologia envolve a ruptura de uma neoplasia mucinosa (geralmente um adenoma ou adenocarcinoma de baixo grau do apêndice), liberando células epiteliais produtoras de muco na cavidade peritoneal. Essas células se implantam no peritônio e continuam a produzir muco, levando à ascite mucinosa e à formação de tumores císticos loculados. O diagnóstico é frequentemente incidental ou em estágios avançados, com sintomas como dor abdominal, distensão e ascite. Exames de imagem como a tomografia computadorizada são cruciais para identificar a extensão da doença. O tratamento do PMP é desafiador e geralmente envolve a citorredução cirúrgica completa (CRS) combinada com quimioterapia intraperitoneal hipertérmica (HIPEC). O prognóstico varia amplamente dependendo da extensão da doença e da histologia do tumor primário, sendo melhor em casos de baixo grau. A vigilância pós-operatória é essencial devido à alta taxa de recorrência.
Os sintomas do pseudomixoma peritoneal são inespecíficos e incluem dor abdominal, distensão, ascite, perda de peso e, em casos avançados, obstrução intestinal. A ascite mucinosa é um achado chave.
A origem mais comum do pseudomixoma peritoneal é uma neoplasia mucinosa do apêndice, que rompe e libera células produtoras de muco na cavidade peritoneal.
O diagnóstico é feito por exames de imagem (TC, RM) que mostram ascite mucinosa e implantes peritoneais, e confirmado por biópsia dos implantes ou do tumor primário, com histopatologia compatível.
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