UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025
A patologia relacionada ao pseudomixoma peritoneal é:
Pseudomixoma peritoneal = disseminação de neoplasia mucinosa (mais comum do apêndice) na cavidade abdominal.
O pseudomixoma peritoneal é uma condição rara caracterizada pelo acúmulo de material mucinoso gelatinoso na cavidade peritoneal. A causa mais comum é a ruptura de uma neoplasia mucinosa de baixo grau do apêndice, que libera células produtoras de mucina que se implantam no peritônio.
O pseudomixoma peritoneal (PMP) é uma condição rara e complexa, caracterizada pelo acúmulo de material mucinoso gelatinoso na cavidade peritoneal, que pode levar a distensão abdominal, dor e disfunção de órgãos. Embora possa ter diversas origens, a patologia mais frequentemente associada e considerada a causa primária na maioria dos casos é a neoplasia mucinosa do apêndice cecal, geralmente de baixo grau. A fisiopatologia envolve a ruptura de uma neoplasia mucinosa apendicular, que libera células epiteliais produtoras de mucina na cavidade peritoneal. Essas células se implantam no peritônio e continuam a produzir mucina, levando ao acúmulo progressivo e à formação de implantes gelatinosos. Outras fontes menos comuns incluem tumores mucinosos de ovário, cólon ou pâncreas. O diagnóstico é frequentemente incidental ou após o aparecimento de sintomas inespecíficos. A tomografia computadorizada é essencial para avaliar a extensão da doença. O tratamento é desafiador e geralmente envolve uma abordagem combinada de citorredução cirúrgica completa (remoção de todo o tumor visível) e quimioterapia intraperitoneal hipertérmica (HIPEC), que visa eliminar células tumorais microscópicas residuais. O prognóstico depende da extensão da doença e da capacidade de citorredução completa.
É uma condição rara caracterizada pelo acúmulo progressivo de material mucinoso gelatinoso na cavidade peritoneal, resultante da ruptura de um tumor produtor de mucina, que se espalha pelo peritônio.
A causa mais comum é a ruptura de uma neoplasia mucinosa de baixo grau do apêndice cecal, que libera células epiteliais produtoras de mucina na cavidade peritoneal.
O tratamento padrão é a citorredução cirúrgica completa, que envolve a remoção de todo o tumor visível, seguida frequentemente por quimioterapia intraperitoneal hipertérmica (HIPEC) para eliminar células microscópicas residuais.
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