HSR Cássia - Hospital São Sebastião de Cássia (MG) — Prova 2025
O pseudohermafroditismo masculino é uma condição médica em que um indivíduo tem cromossomos XY (característicos do sexo masculino), mas apresenta genitálias externas que são incompletamente desenvolvidas ou têm características femininas. Isso ocorre devido a anomalias no desenvolvimento embrionário, geralmente relacionadas a problemas na produção ou resposta a hormônios androgênios. Sobre esta condição está CORRETO afirmar:
Pseudohermafroditismo masculino (XY) → causas incluem insensibilidade a androgênios e deficiência de 5-alfa-redutase.
O pseudohermafroditismo masculino (DSD 46,XY) ocorre quando um indivíduo com cariótipo XY tem genitália externa feminina ou ambígua. As principais causas são a falha na produção de testosterona, a deficiência da enzima 5-alfa-redutase (que converte testosterona em diidrotestosterona) ou a insensibilidade dos receptores aos androgênios.
O pseudohermafroditismo masculino, agora mais precisamente denominado Distúrbio do Desenvolvimento Sexual 46,XY (DDS 46,XY), é uma condição em que um indivíduo com cariótipo masculino (XY) apresenta genitália externa que varia de ambígua a completamente feminina. Esta condição resulta de uma falha na virilização adequada durante o desenvolvimento fetal, geralmente devido a problemas na produção, ação ou resposta aos hormônios androgênios. A prevalência varia dependendo da causa específica. A fisiopatologia envolve interrupções na via de sinalização androgênica. As principais causas incluem a Síndrome de Insensibilidade aos Androgênios (SIA), onde os receptores de androgênios são defeituosos, e a Deficiência de 5-alfa-redutase, onde a testosterona não é convertida eficientemente em diidrotestosterona (DHT), o androgênio mais potente para a virilização externa. Outras causas incluem defeitos na biossíntese de testosterona. O diagnóstico envolve cariotipagem, dosagens hormonais e, por vezes, testes genéticos. O manejo é complexo e multidisciplinar, envolvendo endocrinologistas, geneticistas, cirurgiões e psicólogos. A decisão sobre a atribuição de gênero deve ser cuidadosamente considerada, levando em conta a causa subjacente, o potencial de virilização, e o bem-estar psicossocial do paciente e da família. O tratamento pode incluir terapia hormonal e cirurgias reconstrutivas, com o objetivo de alinhar a genitália externa com o gênero atribuído e melhorar a qualidade de vida.
As principais causas incluem a síndrome de insensibilidade aos androgênios (total ou parcial), a deficiência da enzima 5-alfa-redutase, e defeitos na biossíntese de testosterona.
Na insensibilidade total aos androgênios (SIA completa), o indivíduo com cariótipo XY tem genitália externa feminina, ausência de útero e ovários, testículos intra-abdominais ou inguinais, e ausência de pelos pubianos e axilares na puberdade.
A enzima 5-alfa-redutase converte a testosterona em diidrotestosterona (DHT), um androgênio mais potente essencial para a virilização da genitália externa masculina durante o desenvolvimento fetal. Sua deficiência leva a genitália ambígua ou feminina ao nascimento.
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