PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2023
Levando-se em consideração a Linha de Cuidado da Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) no adulto, do ministério da Saúde, é CORRETO afirmar:
Pseudocrise hipertensiva = ↑ PA sem lesão de órgão alvo; ≠ Urgência/Emergência hipertensiva.
A pseudocrise hipertensiva é um aumento da pressão arterial sem evidência de lesão aguda de órgão-alvo, frequentemente associada a ansiedade ou uso inadequado de medicamentos. Diferenciá-la de urgências e emergências hipertensivas é crucial para evitar tratamentos desnecessários e iatrogenias.
A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma condição crônica de alta prevalência e um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares. A Linha de Cuidado da HAS do Ministério da Saúde orienta o manejo, diagnóstico e acompanhamento, enfatizando a importância da equipe multiprofissional e a diferenciação de quadros agudos de elevação pressórica. O reconhecimento correto das crises hipertensivas e suas variantes é fundamental para a prática clínica e para evitar desfechos adversos. As crises hipertensivas são classificadas em urgências e emergências, dependendo da presença ou ausência de lesão aguda de órgão-alvo. A pseudocrise hipertensiva, por sua vez, é um cenário comum onde há elevação da pressão arterial, mas sem comprometimento orgânico agudo. A fisiopatologia está frequentemente ligada à ansiedade, dor ou uso irregular de anti-hipertensivos, e o diagnóstico diferencial é crucial para evitar intervenções desnecessárias e potencialmente prejudiciais. O tratamento da pseudocrise hipertensiva difere significativamente das urgências e emergências. Enquanto estas últimas demandam redução rápida da PA (emergência) ou gradual em horas (urgência), a pseudocrise requer uma abordagem mais calma, focada na reavaliação do tratamento crônico, controle da ansiedade e educação do paciente. A exclusão de lesão de órgão-alvo é o pilar para o diagnóstico e manejo adequado, garantindo a segurança do paciente e otimizando os recursos de saúde.
A pseudocrise hipertensiva é caracterizada por elevação acentuada da pressão arterial (PA) sem evidência de lesão aguda de órgão-alvo. Geralmente, o paciente pode apresentar sintomas inespecíficos como cefaleia ou tontura, mas sem disfunção orgânica.
A pseudocrise não tem lesão de órgão-alvo. A urgência hipertensiva tem elevação grave da PA, mas sem lesão aguda de órgão-alvo, permitindo redução gradual da PA em horas. A emergência hipertensiva é uma elevação grave da PA com lesão aguda de órgão-alvo, exigindo redução imediata da PA.
A conduta inicial envolve tranquilizar o paciente, reavaliar a adesão à medicação anti-hipertensiva e, se necessário, ajustar o tratamento crônico. Não há necessidade de redução rápida da PA, e a abordagem deve ser mais conservadora.
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