Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2015
Mulher, 54 anos, em acompanhamento com neurologista devido a Esclerose Múltipla, em uso de interferon, apresenta há 5 dias fraqueza global com piora neurológica. Qual das seguintes condutas é a mais adequada para essa paciente no serviço de emergência?
Piora neurológica em EM → Afastar pseudocrise por infecção antes de tratar como surto.
Em pacientes com Esclerose Múltipla, uma piora neurológica aguda pode ser um surto verdadeiro ou uma pseudocrise. É fundamental, na emergência, afastar causas secundárias como infecções ou febre, que podem exacerbar temporariamente os sintomas sem indicar nova atividade da doença desmielinizante.
Pacientes com Esclerose Múltipla (EM) podem apresentar piora dos sintomas neurológicos em diversas situações, o que exige uma abordagem diagnóstica cuidadosa na emergência. É fundamental diferenciar um surto verdadeiro, que indica nova atividade inflamatória e desmielinizante, de uma pseudocrise, que é uma piora transitória dos sintomas existentes, geralmente desencadeada por fatores externos. As pseudocrises são comumente precipitadas por infecções (urinárias, respiratórias), febre, estresse ou fadiga. Nesses casos, a inflamação ou o aumento da temperatura corporal podem comprometer a condução nervosa em áreas já desmielinizadas, levando à exacerbação dos sintomas. A conduta inicial mais adequada é afastar essas causas secundárias antes de considerar um surto verdadeiro e iniciar tratamentos como a pulsoterapia com corticosteroides. Para o residente, a capacidade de realizar um diagnóstico diferencial rápido e preciso é essencial. Investigar infecções através de exames laboratoriais e de imagem, além de uma história clínica detalhada, evita tratamentos desnecessários e permite o manejo adequado da condição subjacente, melhorando o prognóstico do paciente e otimizando os recursos da emergência.
As pseudocrises são frequentemente desencadeadas por infecções (especialmente urinárias e respiratórias), febre, estresse, fadiga, calor excessivo ou alterações metabólicas. Esses fatores podem piorar temporariamente os sintomas preexistentes sem nova lesão desmielinizante.
A pulsoterapia com corticoide (geralmente metilprednisolona) é indicada para o tratamento de surtos verdadeiros de Esclerose Múltipla, ou seja, eventos desmielinizantes inflamatórios agudos que causam incapacidade significativa e que não são atribuíveis a pseudocrises.
Uma avaliação completa é crucial para diferenciar um surto verdadeiro de uma pseudocrise. Isso inclui exame físico detalhado, investigação de infecções (exames de urina, hemograma, radiografia de tórax) e, se necessário, exames de imagem para descartar novas lesões ou outras condições.
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