Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2022
Sobre as situações clínicas relacionadas aos hábitos intestinais que podem ocorrer nos lactentes sem qualquer indício de alterações, assinale a alternativa correta.
Pseudoconstipação lactente → fezes amolecidas, sem desconforto, sem intervenção.
A pseudoconstipação do lactente é uma condição benigna onde o bebê faz grande esforço para evacuar fezes amolecidas, sem dor. Não requer tratamento, apenas orientação aos pais sobre a normalidade do quadro.
A pseudoconstipação do lactente é uma condição funcional comum, caracterizada por esforço e choro significativos antes da evacuação, apesar de as fezes serem de consistência normal ou amolecida. É crucial diferenciar essa condição da constipação verdadeira, onde as fezes são endurecidas e a evacuação é dolorosa. A prevalência é alta em lactentes jovens, e o reconhecimento correto evita tratamentos desnecessários e ansiedade parental. A fisiopatologia da pseudoconstipação e da disquesia do lactente envolvem imaturidade na coordenação entre o aumento da pressão intra-abdominal e o relaxamento do assoalho pélvico. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico, que deve descartar causas orgânicas. É importante observar a consistência das fezes e o desconforto real do bebê. O tratamento da pseudoconstipação é primariamente educacional. Os pais devem ser orientados sobre a benignidade do quadro e a resolução espontânea com o tempo. Não são indicados laxantes, supositórios ou outras intervenções farmacológicas. O prognóstico é excelente, com a maioria dos casos resolvendo-se nos primeiros meses de vida.
Os sinais incluem grande esforço e choro durante a evacuação, mas as fezes são amolecidas e o lactente não apresenta desconforto após a eliminação.
Na pseudoconstipação, o lactente faz esforço para evacuar fezes amolecidas. Na disquesia, há esforço e choro por pelo menos 10 minutos antes da eliminação de fezes de consistência normal, devido à falta de coordenação entre relaxamento do assoalho pélvico e aumento da pressão abdominal.
Nenhuma intervenção é necessária. A conduta é tranquilizar os pais, explicando que o quadro é benigno e se resolve espontaneamente com a maturação do sistema nervoso entérico.
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