UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2015
Paciente do sexo masculino apresentou, há aproximadamente 60 dias, quadro de pancreatite aguda alcoólica que apresentou evolução clínica favorável. Nas últimas 48 horas, voltou a apresentar sintomatologia semelhante à inicial, acompanhada de febre e calafrios. O exame do abdômen mostra massa dolorosa palpável no epigástrio. O diagnóstico mais provável é:
Pancreatite aguda + massa epigástrica + febre/calafrios após 60 dias → Pseudocisto pancreático infectado.
A recorrência de sintomas de pancreatite aguda, acompanhada de febre e calafrios, após um período de melhora e com a presença de massa palpável no epigástrio, sugere uma complicação tardia. O pseudocisto pancreático é uma coleção encapsulada de líquido peripancreático que pode se infectar, necessitando de intervenção.
O pseudocisto pancreático é uma complicação comum da pancreatite aguda, caracterizado por uma coleção encapsulada de líquido pancreático e necrótico, geralmente sem epitélio verdadeiro. Sua formação ocorre tipicamente 4 a 6 semanas após o início da pancreatite. A infecção de um pseudocisto é uma complicação grave, com alta morbimortalidade, e deve ser prontamente reconhecida na prática clínica. A suspeita de pseudocisto pancreático infectado surge em pacientes com história prévia de pancreatite aguda que apresentam piora clínica, febre, calafrios e dor abdominal, muitas vezes com uma massa palpável no epigástrio. O diagnóstico é confirmado por exames de imagem como tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM) do abdome, que podem evidenciar a coleção e sinais de infecção, como gás dentro do pseudocisto ou espessamento de suas paredes. A punção aspirativa guiada por imagem para cultura e análise do líquido pode ser necessária para confirmar a infecção. O tratamento do pseudocisto pancreático infectado envolve antibioticoterapia sistêmica e, na maioria dos casos, drenagem da coleção. A escolha da técnica de drenagem (percutânea, endoscópica ou cirúrgica) depende do tamanho, localização e características do pseudocisto, bem como da experiência do centro. A drenagem endoscópica, quando viável, é frequentemente preferida devido à sua menor invasividade. O prognóstico melhora significativamente com o diagnóstico precoce e manejo adequado.
Os sinais incluem recorrência de dor abdominal, febre, calafrios, leucocitose e, frequentemente, uma massa palpável no epigástrio, após um episódio de pancreatite aguda.
A presença de febre, calafrios e uma massa abdominal palpável, especialmente após semanas do quadro inicial, aponta mais para um pseudocisto infectado. O recrudescimento seria uma nova inflamação sem necessariamente uma coleção organizada.
A conduta inicial envolve antibioticoterapia de amplo espectro. Em muitos casos, é necessária a drenagem da coleção, que pode ser percutânea, endoscópica ou cirúrgica, dependendo das características do pseudocisto e da condição do paciente.
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