Pseudocisto Pancreático: Definição, Diagnóstico e Manejo

Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2025

Enunciado

Paciente masculino, 52 anos de idade, apresentou quadro de pancreatite aguda grave há cerca de 40 dias, e comparece ao ambulatório com dor persistente no epigástrio, saciedade inicial, náusea, perda de peso e níveis elevados de enzimas pancreáticas no plasma. Foi levantada a hipótese diagnóstica de pseudocisto pancreático. Sobre esta afecção, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) Cerca de 80% dos casos são assintomáticos, sendo achados incidentais em exames de imagem.
  2. B) Trata-se de coleção líquida envolta por uma parede não epitelizada, que se desenvolve após um período de pelo menos quatro semanas de inflamação pancreática.
  3. C) Na punção para aspiração, é possível verificar altos níveis de amilase e lipase associados a presença de mucina e altos níveis de CEA.
  4. D) A ultrassonografia endoscópica, acompanhada de aspiração com agulha fina, está indicada em todos os pacientes para elucidação diagnóstica.

Pérola Clínica

Pseudocisto pancreático = coleção líquida não epitelizada, > 4 semanas após pancreatite aguda.

Resumo-Chave

Pseudocistos pancreáticos são coleções líquidas bem delimitadas, sem revestimento epitelial, que se formam como complicação da pancreatite aguda ou crônica. Sua formação geralmente leva pelo menos quatro semanas após o evento inflamatório inicial.

Contexto Educacional

O pseudocisto pancreático é uma das complicações mais comuns da pancreatite aguda, caracterizado por uma coleção líquida de suco pancreático e detritos inflamatórios, delimitada por uma parede de tecido fibroso ou de granulação, sem revestimento epitelial. Geralmente, desenvolve-se após um período de pelo menos quatro semanas de inflamação pancreática, sendo crucial para o diagnóstico a cronologia e a ausência de epitélio na parede. A fisiopatologia envolve o extravasamento de enzimas pancreáticas e fluidos para o espaço peripancreático durante um episódio de pancreatite. Com o tempo, uma parede inflamatória se forma ao redor dessa coleção, isolando-a. Os sintomas, quando presentes, são inespecíficos e incluem dor abdominal, saciedade precoce, náuseas e perda de peso. O diagnóstico é feito por exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que mostram uma lesão cística bem definida. O manejo dos pseudocistos pancreáticos depende do tamanho, dos sintomas e da presença de complicações. Muitos pseudocistos pequenos e assintomáticos podem ser observados, pois tendem a regredir espontaneamente. Pseudocistos sintomáticos, grandes ou complicados (infecção, ruptura, obstrução) podem necessitar de drenagem, que pode ser endoscópica, percutânea ou cirúrgica. A diferenciação de neoplasias císticas é fundamental e, em casos duvidosos, a punção aspirativa com agulha fina guiada por ultrassonografia endoscópica pode ser necessária para análise do líquido.

Perguntas Frequentes

O que é um pseudocisto pancreático e como ele se forma?

Um pseudocisto pancreático é uma coleção líquida de suco pancreático e detritos inflamatórios, envolta por uma parede de tecido fibroso não epitelizado. Ele se forma geralmente após um episódio de pancreatite aguda, quando há extravasamento de enzimas pancreáticas.

Quais são os sintomas de um pseudocisto pancreático?

Os sintomas podem incluir dor abdominal persistente, saciedade precoce, náuseas, vômitos, perda de peso e, em alguns casos, icterícia ou febre. Muitos são assintomáticos e descobertos incidentalmente.

Quando a ultrassonografia endoscópica está indicada para pseudocistos?

A ultrassonografia endoscópica com aspiração por agulha fina é indicada para diferenciar pseudocistos de outras lesões císticas pancreáticas, especialmente quando há incerteza diagnóstica ou suspeita de malignidade, e não em todos os casos.

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