UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2020
Sobre complicações da pancreatite aguda, assinale a alternativa INCORRETA:
Pseudocistos pancreáticos: maioria sem complicação → tratamento conservador; infectados → drenagem (não ressecção obrigatória).
Pseudocistos pancreáticos são coleções fluidas que podem surgir após pancreatite aguda. Embora a maioria seja assintomática e resolva espontaneamente com tratamento conservador, alguns podem complicar (infecção, ruptura, obstrução). A indicação de intervenção depende da presença de sintomas, tamanho e complicações.
A pancreatite aguda pode levar a diversas complicações locais e sistêmicas. Entre as complicações locais, destacam-se as coleções líquidas peripancreáticas, como os pseudocistos pancreáticos, que são coleções encapsuladas de fluido ricas em enzimas pancreáticas, sem revestimento epitelial verdadeiro. Outras complicações incluem necrose pancreática (estéril ou infectada) e fístulas. O reconhecimento e manejo dessas complicações são cruciais para o prognóstico do paciente. A maioria dos pseudocistos pancreáticos é assintomática e resolve espontaneamente em semanas ou meses, sendo o tratamento conservador a conduta inicial. No entanto, pseudocistos que persistem por mais de 6 semanas, são maiores que 6 cm, causam sintomas (dor, icterícia, obstrução gástrica) ou se infectam, geralmente necessitam de intervenção. A infecção de pseudocistos ou necrose pancreática é uma complicação grave, geralmente ocorrendo após o 10º dia de evolução, e exige drenagem (percutânea, endoscópica ou cirúrgica) e antibioticoterapia. É importante ressaltar que a necrose estéril, na ausência de infecção, é preferencialmente tratada de forma conservadora, sem indicação de cirurgia de início. A ressecção de pseudocistos infectados não é obrigatória; a drenagem é a modalidade de tratamento mais comum e eficaz para controlar o foco séptico. A afirmação de que "pseudocistos que não apresentam complicações devem ser tratados conservadoramente" é geralmente verdadeira, mas pode ter exceções em casos de pseudocistos muito grandes ou de crescimento rápido, onde a intervenção profilática pode ser considerada para evitar futuras complicações.
Pseudocistos pancreáticos requerem intervenção se forem sintomáticos (dor, obstrução), infectados, grandes (>6 cm e persistentes por >6 semanas), ou se houver suspeita de malignidade.
A necrose estéril é a morte do tecido pancreático sem infecção bacteriana, geralmente manejada conservadoramente. A necrose infectada é a complicação mais grave, exigindo intervenção (drenagem) e antibióticos.
A abordagem principal para pseudocistos infectados é a drenagem, que pode ser percutânea, endoscópica ou cirúrgica minimamente invasiva, em vez da ressecção obrigatória.
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