Pseudocisto Pancreático: Complicação da Pancreatite Crônica

UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2022

Enunciado

Paciente com diagnostico de pancreatite crônica internado por massa palpável em epigástrio com aparecimento após episódio de agudização da pancreatite. Qual das seguintes complicações é a mais provável?

Alternativas

  1. A) Ascite pancreática.
  2. B) Neoplasia pancreática.
  3. C) Pseudocisto pancreático.
  4. D) Trombose de veia esplênica.
  5. E) Pseudoaneurisma roto.

Pérola Clínica

Massa palpável em epigástrio após agudização de pancreatite crônica → Pseudocisto pancreático.

Resumo-Chave

Em um paciente com pancreatite crônica, o surgimento de uma massa palpável em epigástrio, especialmente após um episódio de agudização, é altamente sugestivo de pseudocisto pancreático. Esta é uma complicação comum da pancreatite, resultante do acúmulo de líquido pancreático e necrótico encapsulado por uma parede fibrosa.

Contexto Educacional

A pancreatite crônica é uma doença inflamatória progressiva do pâncreas, caracterizada por destruição irreversível do parênquima e fibrose, levando à insuficiência exócrina e endócrina. É uma condição desafiadora no manejo, com episódios de agudização que podem levar a diversas complicações. A identificação e o manejo dessas complicações são cruciais para a morbimortalidade dos pacientes. Entre as complicações da pancreatite crônica, o pseudocisto pancreático é uma das mais comuns. Ele se manifesta como uma coleção de líquido pancreático e necrótico, geralmente após um episódio de pancreatite aguda ou uma agudização da pancreatite crônica. A apresentação clínica clássica de um pseudocisto é uma massa palpável em epigástrio, acompanhada de dor abdominal, náuseas e vômitos. O diagnóstico é confirmado por exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética. Outras complicações da pancreatite crônica incluem ascite pancreática, fístulas, estenoses ductais, trombose de veia esplênica (com hipertensão portal segmentar), pseudoaneurismas e, mais raramente, neoplasias pancreáticas. É fundamental que o residente saiba diferenciar essas condições, pois o manejo varia significativamente. O tratamento do pseudocisto pode ser conservador para lesões pequenas e assintomáticas, ou envolver drenagem (endoscópica, percutânea ou cirúrgica) para pseudocistos sintomáticos, grandes ou complicados.

Perguntas Frequentes

O que é um pseudocisto pancreático e como ele se forma?

Um pseudocisto pancreático é uma coleção de líquido pancreático, tecido necrótico e detritos, encapsulada por uma parede de tecido fibroso ou de granulação, sem revestimento epitelial verdadeiro. Ele se forma como uma complicação da pancreatite aguda ou crônica, geralmente após a ruptura de ductos pancreáticos ou necrose tecidual, levando ao acúmulo de fluido.

Quais são os sintomas e achados clínicos de um pseudocisto pancreático?

Os sintomas podem incluir dor abdominal persistente ou crescente, náuseas, vômitos, saciedade precoce e perda de peso. Clinicamente, pode-se palpar uma massa em epigástrio, como descrito na questão. Outros achados incluem icterícia (se houver compressão do ducto biliar) ou febre (se houver infecção).

Como o pseudocisto pancreático é diagnosticado e quais são as opções de tratamento?

O diagnóstico é feito principalmente por exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM) do abdome. O tratamento depende do tamanho, sintomas e complicações do pseudocisto. Opções incluem observação (para pseudocistos pequenos e assintomáticos), drenagem endoscópica, percutânea ou cirúrgica.

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