HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2023
Mulher, 63 anos, vem ao ambulatório de cirurgia por história de internação devido à pancreatite aguda grave de etiologia não biliar há 12 semanas. Nos últimos dias, tem sentido abaulamento no abdômen e dor recorrente. Traz consigo tomografia computadorizada de abdômen compatível com pseudocisto pancreático. Em relação ao quadro clínico descrito, assinale a alternativa correta.
Pseudocisto pancreático: punção diagnóstica revela amilase ↑, CEA ↓, mucina ausente.
A análise do líquido de um pseudocisto pancreático é crucial para diferenciá-lo de outras lesões císticas, como cistoadenomas mucinosos ou serosos. Níveis elevados de amilase confirmam a comunicação com o ducto pancreático, enquanto baixos níveis de CEA e ausência de mucina afastam malignidade.
Um pseudocisto pancreático é uma coleção encapsulada de líquido pancreático, tecido necrótico e detritos, que se forma após um episódio de pancreatite aguda ou trauma pancreático. É a complicação mais comum da pancreatite aguda, ocorrendo em cerca de 5-15% dos casos. A importância clínica reside na necessidade de diferenciá-lo de outras lesões císticas pancreáticas, algumas das quais com potencial maligno. A fisiopatologia envolve a ruptura de ductos pancreáticos e o extravasamento de suco pancreático, que é contido por uma parede inflamatória fibrosa. O diagnóstico é primariamente por exames de imagem como tomografia computadorizada ou ressonância magnética. A suspeita deve surgir em pacientes com história de pancreatite aguda que desenvolvem dor abdominal persistente, massa palpável ou sintomas obstrutivos. O tratamento inicial é frequentemente conservador, pois muitos pseudocistos regridem espontaneamente. No entanto, pseudocistos sintomáticos, grandes, persistentes ou complicados podem necessitar de drenagem, que pode ser endoscópica, percutânea ou cirúrgica. A análise do líquido da punção é fundamental para confirmar a natureza do pseudocisto e excluir outras lesões císticas, guiando a conduta terapêutica apropriada.
O diagnóstico de pseudocisto pancreático é feito por imagem (TC ou RM) e pode ser confirmado pela análise do líquido cístico, que tipicamente mostra altos níveis de amilase, baixos níveis de CEA e ausência de mucina.
O tratamento cirúrgico é geralmente indicado para pseudocistos sintomáticos, grandes (>6 cm), que persistem por mais de 6 semanas ou que causam complicações como obstrução, infecção ou hemorragia.
A diferenciação é crucial e baseia-se na análise do líquido cístico. Pseudocistos têm amilase alta, CEA baixo e ausência de mucina. Cistoadenomas mucinosos geralmente apresentam amilase baixa, CEA alto e presença de mucina, indicando potencial maligno.
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