SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2022
Mulher de 42 anos teve alta hospitalar há 5 semanas, após internamento por pancreatite aguda grave. Estava bem, clinicamente, quando voltou a apresentar dor abdominal, náuseas e vômitos, além de elevação das enzimas pancreáticas. Qual a complicação mais provável, nesse momento?
Pancreatite aguda grave → dor abdominal + elevação enzimas semanas após alta = suspeitar pseudocisto pancreático.
Pseudocisto pancreático é uma complicação comum da pancreatite aguda, especialmente a grave, manifestando-se semanas após o episódio inicial com sintomas como dor abdominal persistente e elevação de enzimas.
A pancreatite aguda grave é uma condição inflamatória séria do pâncreas que pode levar a diversas complicações locais e sistêmicas. Entre as complicações locais, as coleções fluidas pancreáticas são comuns, e o pseudocisto pancreático é uma das mais frequentes, especialmente após um episódio grave. É crucial para residentes reconhecerem os sinais e sintomas que indicam o desenvolvimento de um pseudocisto, pois seu manejo adequado é fundamental para evitar morbidade adicional. A fisiopatologia do pseudocisto envolve a formação de uma coleção de suco pancreático, tecido necrótico e detritos inflamatórios, encapsulada por uma parede de tecido de granulação ou fibrose, que geralmente se desenvolve mais de 4 semanas após o início da pancreatite aguda. O diagnóstico é suspeitado clinicamente pela recorrência ou persistência de dor abdominal, náuseas, vômitos e elevação das enzimas pancreáticas em um paciente com histórico de pancreatite. A confirmação é feita por exames de imagem como tomografia computadorizada ou ressonância magnética. O tratamento do pseudocisto pancreático pode variar desde a observação (para pseudocistos pequenos e assintomáticos) até a drenagem, que pode ser endoscópica, percutânea ou cirúrgica, dependendo do tamanho, sintomas, localização e complicações (como infecção ou compressão de estruturas adjacentes). O prognóstico é geralmente bom com o manejo adequado, mas a vigilância é importante devido ao risco de recorrência ou outras complicações.
Os sintomas incluem dor abdominal persistente, náuseas, vômitos, saciedade precoce, massa palpável e, por vezes, elevação das enzimas pancreáticas, geralmente semanas após um episódio de pancreatite aguda.
O diagnóstico é feito principalmente por exames de imagem como tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM do abdome), que mostram uma coleção fluida bem definida, geralmente encapsulada, sem componente sólido significativo.
O pseudocisto é uma coleção fluida estéril, geralmente bem encapsulada, que se forma após 4 semanas da pancreatite. O abscesso é uma coleção infectada, com pus, que pode surgir mais tardiamente e cursa com sinais de sepse.
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