IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2024
Paciente sexo feminino, 40 anos, comparece à consulta com queixa de desconforto abdominal e empachamento. Esteve internada há 5 semanas por quadro de pancreatite aguda biliar por 4 dias, com realização de colecistectomia videolaparoscópica sem intercorrências. Nega febre. Realizou exame tomográfico.Sobre o caso, é correto afirmar que:
Pancreatite aguda + desconforto abdominal 5 semanas após → Pseudocisto pancreático. Parede de tecido de granulação, drenagem endoscópica.
O pseudocisto pancreático é uma coleção líquida encapsulada rica em enzimas pancreáticas, que se forma após um episódio de pancreatite aguda. Sua parede é composta por tecido de granulação e fibrose, sem revestimento epitelial verdadeiro. Sintomas persistentes após 4-6 semanas da pancreatite aguda, como dor ou empachamento, sugerem sua formação, e a drenagem endoscópica é uma opção de tratamento.
O pseudocisto pancreático é uma das complicações mais comuns da pancreatite aguda, ocorrendo em cerca de 5-16% dos casos. Ele representa uma coleção de líquido pancreático, enzimas e debris inflamatórios que se acumula ao redor do pâncreas, encapsulada por uma parede de tecido de granulação e fibrose, sem revestimento epitelial verdadeiro – daí o termo "pseudo". Geralmente, desenvolve-se 4 a 6 semanas após um episódio de pancreatite aguda. A fisiopatologia envolve a ruptura de ductos pancreáticos ou extravasamento de enzimas, que levam à formação da coleção. Os sintomas podem incluir dor abdominal persistente, empachamento, náuseas, vômitos e, em casos mais graves, icterícia ou sinais de infecção. O diagnóstico é feito principalmente por exames de imagem como a tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que demonstram a coleção bem definida. O manejo do pseudocisto pancreático depende do tamanho, da presença de sintomas e de complicações. Muitos pseudocistos pequenos e assintomáticos podem regredir espontaneamente e são apenas observados. No entanto, pseudocistos sintomáticos, grandes, em crescimento, ou que causam complicações (como obstrução biliar, infecção ou ruptura) requerem intervenção. A drenagem endoscópica (transmural ou transpapilar) é a abordagem preferencial devido à sua menor invasividade, mas a drenagem percutânea ou cirúrgica também são opções válidas dependendo do caso.
Um pseudocisto pancreático é uma coleção de líquido pancreático e tecido necrótico que se forma adjacente ao pâncreas, geralmente após um episódio de pancreatite aguda. Sua parede é composta por tecido de granulação e fibrose, sem revestimento epitelial verdadeiro.
Os sintomas incluem dor abdominal persistente, empachamento, náuseas e vômitos, geralmente surgindo semanas após a pancreatite aguda. O diagnóstico é confirmado por exames de imagem como tomografia computadorizada ou ressonância magnética.
Pseudocistos sintomáticos ou que causam complicações (como obstrução ou infecção) podem exigir drenagem. A drenagem endoscópica, seja transpapilar ou transmural, é uma abordagem minimamente invasiva preferencial, mas a drenagem percutânea ou cirúrgica também são opções.
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