Pseudocisto Pancreático: Diagnóstico e Complicações da Pancreatite

UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2021

Enunciado

Homem, 40 anos, tabagista e etilista crônico com história de ingestão de 500 mL de aguardente de cana por dia desde os 15 anos, procura UPA, com história de 4 internações prévias por pancreatite aguda, referindo dor abdominal importante de moderada intensidade em andar superior de abdome, inapetência, náuseas e vômitos, além de massa palpável em epigastro e emagrecimento de 5 Kg nos últimos 3 meses. Qual o provável diagnóstico?

Alternativas

  1. A) Divertículo duodenal
  2. B) Cirrose hepática
  3. C) Adenocarcinoma de cabeça de pâncreas
  4. D) Pseudocisto pancreático

Pérola Clínica

História de pancreatite aguda recorrente + etilismo + massa epigástrica + emagrecimento → Pseudocisto pancreático.

Resumo-Chave

O pseudocisto pancreático é uma complicação comum da pancreatite aguda ou crônica, especialmente em etilistas. A história de pancreatites prévias, dor abdominal persistente, massa palpável em epigastro e emagrecimento são achados clássicos que sugerem seu diagnóstico, diferenciando-o de outras massas abdominais.

Contexto Educacional

O pseudocisto pancreático é uma coleção encapsulada de líquido pancreático, tecido necrótico e detritos, que se forma adjacente ao pâncreas, geralmente como complicação de pancreatite aguda ou crônica. É a complicação mais comum da pancreatite aguda, ocorrendo em cerca de 5-16% dos casos, e é particularmente prevalente em pacientes com pancreatite crônica de etiologia alcoólica, como no caso descrito. A importância clínica reside na sua capacidade de causar sintomas significativos e complicações graves se não for diagnosticado e manejado adequadamente. A fisiopatologia envolve a ruptura de ductos pancreáticos ou extravasamento de enzimas pancreáticas, levando à formação de uma coleção que, ao longo do tempo, é encapsulada por tecido de granulação e fibrose. Os sintomas incluem dor abdominal, náuseas, vômitos, inapetência e perda de peso. A presença de uma massa palpável em epigastro é um achado clássico. O diagnóstico é confirmado por exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que demonstram uma lesão cística bem definida. O tratamento varia desde a observação (para pseudocistos pequenos e assintomáticos) até a drenagem, que pode ser endoscópica, percutânea ou cirúrgica, dependendo do tamanho, sintomas e complicações. É crucial diferenciar o pseudocisto de outras massas pancreáticas, incluindo neoplasias císticas ou adenocarcinoma, que exigem abordagens terapêuticas distintas. A história clínica detalhada, com ênfase em episódios prévios de pancreatite e fatores de risco como etilismo, é fundamental para guiar o diagnóstico e manejo correto.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para pseudocisto pancreático?

Os principais fatores de risco para o desenvolvimento de pseudocisto pancreático são a pancreatite aguda grave e a pancreatite crônica, sendo o etilismo crônico a causa mais comum de ambas. Trauma abdominal também pode ser um fator etiológico.

Como o pseudocisto pancreático se manifesta clinicamente?

Clinicamente, o pseudocisto pancreático pode se manifestar com dor abdominal persistente ou recorrente no andar superior do abdome, náuseas, vômitos, inapetência, emagrecimento e, em alguns casos, uma massa palpável em epigastro. Complicações como infecção, ruptura ou compressão de estruturas adjacentes podem agravar o quadro.

Qual é o papel da imagem no diagnóstico do pseudocisto pancreático?

A imagem é fundamental para o diagnóstico do pseudocisto pancreático. A ultrassonografia abdominal pode identificar a massa cística, mas a tomografia computadorizada (TC) ou a ressonância magnética (RM) do abdome são mais precisas para caracterizar o cisto, sua relação com o pâncreas e estruturas adjacentes, e para diferenciar de outras lesões císticas ou neoplásicas.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo