UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2021
Paciente, sexo masculino, 42 anos, etilista de longa data, possui pancreatite crônica e apresenta uma massa abdominal palpável, com um nível sérico de amilase levemente elevado.Nesse caso, qual diagnóstico adequado?
Pancreatite crônica + massa abdominal palpável + amilase ↑ leve → Pseudocisto pancreático.
Pseudocistos são coleções de líquido pancreático encapsuladas por tecido de granulação, comuns em pancreatite crônica. A massa palpável e a amilase levemente elevada são achados típicos, diferenciando-o de outras complicações agudas.
O pseudocisto pancreático é uma complicação comum da pancreatite crônica, caracterizado por uma coleção de suco pancreático encapsulada por tecido de granulação. Sua prevalência é alta em pacientes com histórico de pancreatite, especialmente de etiologia alcoólica. É crucial reconhecer essa condição para evitar complicações e guiar o manejo adequado. O diagnóstico é frequentemente suspeitado pela presença de uma massa abdominal palpável e sintomas como dor ou plenitude. Exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética são essenciais para confirmar o diagnóstico, avaliar o tamanho e a localização do pseudocisto. A amilase sérica pode estar levemente elevada, mas não é um marcador específico. O tratamento varia desde a observação em casos assintomáticos e pequenos até a drenagem endoscópica, percutânea ou cirúrgica para pseudocistos sintomáticos, grandes ou complicados. O manejo adequado é fundamental para prevenir rupturas, infecções ou compressão de estruturas adjacentes, otimizando o prognóstico do paciente.
Um pseudocisto pancreático pode se manifestar como uma massa abdominal palpável, dor abdominal, náuseas, vômitos e, ocasionalmente, um nível sérico de amilase levemente elevado.
O pseudocisto é uma coleção estéril de líquido, enquanto o abscesso é uma coleção infectada, geralmente acompanhada de febre alta, leucocitose e sinais de sepse.
O etilismo crônico é uma das principais causas de pancreatite crônica, que por sua vez é o fator de risco mais comum para o desenvolvimento de pseudocistos pancreáticos devido à inflamação e fibrose glandulares.
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