SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2015
Assinale a alternativa INCORRETA relacionada aos pseudocistos pancreáticos.
Pseudocistos pancreáticos: observação inicial para regressão espontânea; drenagem externa para paredes frágeis.
Pseudocistos pancreáticos frequentemente regridem espontaneamente, justificando observação inicial. A drenagem percutânea é eficaz, mas a amilase elevada pode indicar comunicação com o ducto, piorando o prognóstico. Análogos da somatostatina são mais indicados para fístulas pancreáticas, não para ascite pancreática com alta resolução.
Pseudocistos pancreáticos são coleções encapsuladas de líquido pancreático, tecido necrótico e inflamatório, que se formam após pancreatite aguda ou trauma. São uma complicação comum, ocorrendo em 5-16% dos casos de pancreatite aguda. A maioria dos pseudocistos é assintomática e pode regredir espontaneamente, justificando um período de observação clínica antes de qualquer intervenção. O diagnóstico é feito por exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética. A decisão de intervir depende do tamanho, sintomas, complicações (infecção, hemorragia, obstrução) e persistência. A drenagem percutânea é uma opção minimamente invasiva, mas sua eficácia é reduzida em pseudocistos com amilase elevada, que sugerem comunicação com o ducto pancreático principal. O tratamento pode variar de observação a drenagem (endoscópica, percutânea ou cirúrgica) ou ressecção. Pseudocistos hemorrágicos, devido ao risco de sangramento contínuo, são preferencialmente ressecados. Em cirurgias, se as paredes do pseudocisto são delgadas e frágeis, a drenagem externa é preferível para evitar fístulas internas. Análogos da somatostatina são mais úteis no manejo de fístulas pancreáticas, reduzindo a secreção, e não são a principal estratégia para ascite pancreática com alta resolução.
O tratamento cirúrgico é indicado para pseudocistos sintomáticos, complicados (infecção, hemorragia, obstrução), ou que não regridem após observação. A escolha da técnica (drenagem interna/externa, ressecção) depende das características do cisto e da condição do paciente.
A drenagem percutânea pode ter mau resultado em pseudocistos com amilase elevada, sugerindo comunicação com o ducto pancreático principal, o que aumenta o risco de fístula externa e recidiva. Pseudocistos hemorrágicos ou infectados também podem ter indicações específicas para outras abordagens.
Análogos da somatostatina, como a octreotida, são utilizados para reduzir a secreção pancreática, sendo úteis no tratamento de fístulas pancreáticas e na prevenção de complicações pós-operatórias, mas não são a primeira linha para a resolução de ascite pancreática.
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