Pseudocisto Pancreático: Diagnóstico e Manejo Pós-Pancreatite

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2019

Enunciado

Uma senhora de 35 anos teve, há 8 meses, pancreatite aguda biliar grave, que melhorou com tratamento clínico. Ficou internada por várias semanas. Alguns dias após a alta, passou a apresentar vômitos pós-alimentares, sensação de plenitude gástrica precoce e notou abaulamento no epigástrio. Não sabe referir se teve febre. Fez a tomografia computadorizada ilustrada a seguir. Diagnóstico mais provável:

Alternativas

  1. A) Pseudocisto de pâncreas.
  2. B) Hematoma peripancreático.
  3. C) Abscesso pancreático.
  4. D) Necrose pancreática delimitada.
  5. E) Cisto pancreático.

Pérola Clínica

Pancreatite aguda grave + sintomas obstrutivos gastrointestinais tardios + massa cística em TC = Pseudocisto de pâncreas.

Resumo-Chave

Pseudocistos pancreáticos são coleções fluidas encapsuladas que se formam após pancreatite aguda, geralmente 4 semanas ou mais após o evento. Sintomas como vômitos e plenitude gástrica sugerem compressão de estruturas adjacentes, como o estômago ou duodeno.

Contexto Educacional

O pseudocisto de pâncreas é uma das complicações mais comuns da pancreatite aguda, especialmente após quadros graves. Ele se caracteriza por uma coleção de suco pancreático, tecido necrótico e detritos, encapsulada por uma parede de tecido de granulação e fibrose, sem revestimento epitelial verdadeiro (daí o termo 'pseudo'). Geralmente, forma-se após 4 semanas do início da pancreatite. Clinicamente, os pacientes podem permanecer assintomáticos ou desenvolver sintomas como dor abdominal, náuseas, vômitos pós-alimentares (devido à compressão gástrica ou duodenal), saciedade precoce, perda de peso e, em alguns casos, um abaulamento palpável no epigástrio. A febre pode estar ausente, diferenciando-o de um abscesso pancreático. A tomografia computadorizada é o exame de escolha para o diagnóstico, mostrando uma lesão cística bem definida. O manejo do pseudocisto pancreático varia. Muitos pseudocistos pequenos e assintomáticos podem regredir espontaneamente e são apenas observados. No entanto, pseudocistos maiores, sintomáticos ou que causam complicações (como obstrução, ruptura ou infecção) requerem intervenção. As opções de tratamento incluem drenagem endoscópica (transmural ou transpapilar), drenagem percutânea guiada por imagem ou, em casos selecionados, drenagem cirúrgica. A escolha da técnica depende das características do pseudocisto e da experiência do centro.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para o desenvolvimento de pseudocisto pancreático?

O principal fator de risco é a ocorrência de pancreatite aguda grave, especialmente quando associada a necrose pancreática. A etiologia biliar ou alcoólica da pancreatite também aumenta o risco de formação de pseudocistos.

Como o pseudocisto pancreático é diagnosticado?

O diagnóstico é feito principalmente por exames de imagem, como tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM) do abdome, que mostram uma coleção fluida bem definida, geralmente com uma cápsula. A ultrassonografia endoscópica também pode ser útil.

Quais são as opções de tratamento para o pseudocisto pancreático?

O tratamento depende do tamanho, sintomas e complicações. Pseudocistos pequenos e assintomáticos podem ser observados. Pseudocistos sintomáticos ou complicados podem exigir drenagem, que pode ser endoscópica (transpapilar ou transmural), percutânea ou cirúrgica.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo