SMS Goiânia - Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (GO) — Prova 2020
Homem, 54 anos, ex etilista crônico há 30 dias com diagnóstico de pancreatite álcolica, retorna ao hospital para seguimento, traz resultado de tomografia de abdome de acompanhamento com evidência de cisto de 5 cm em cauda pancreática. Qual a melhor conduta neste momento:
Pseudocisto pancreático assintomático < 6 cm → conduta expectante.
Pseudocistos pancreáticos são coleções encapsuladas de líquido ricas em enzimas pancreáticas, geralmente uma complicação da pancreatite aguda. Em pacientes assintomáticos, com pseudocistos menores que 6 cm e sem sinais de complicação, a conduta expectante é a mais apropriada, pois muitos regridem espontaneamente.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas, frequentemente associada ao etilismo crônico ou à litíase biliar. Uma de suas complicações mais comuns é a formação de pseudocistos pancreáticos, que são coleções de líquido ricas em enzimas pancreáticas, sem revestimento epitelial verdadeiro, que se desenvolvem adjacentes ao pâncreas. O diagnóstico de pseudocistos é geralmente realizado por exames de imagem como tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM) do abdome. A conduta para pseudocistos pancreáticos depende de seu tamanho, da presença de sintomas e de complicações. Pseudocistos pequenos (geralmente < 6 cm) e assintomáticos têm uma alta taxa de resolução espontânea, tornando a conduta expectante, com acompanhamento clínico e radiológico, a abordagem preferencial. A intervenção (drenagem endoscópica, percutânea ou cirúrgica) é reservada para pseudocistos sintomáticos (causando dor, obstrução gástrica ou biliar), que estão crescendo rapidamente, que são muito grandes e persistentes, ou que apresentam complicações como infecção, ruptura ou hemorragia. É fundamental orientar o paciente a evitar o álcool, especialmente após pancreatite alcoólica, para prevenir recorrências e novas complicações.
Um pseudocisto pancreático é uma coleção encapsulada de líquido pancreático, tecido necrótico e detritos, que se forma adjacente ao pâncreas, geralmente como complicação de uma pancreatite aguda. Ele não possui revestimento epitelial verdadeiro, daí o termo 'pseudo'.
A intervenção é indicada para pseudocistos sintomáticos (dor, obstrução), que estão crescendo rapidamente, que são muito grandes (> 6 cm e persistentes), ou que apresentam complicações como infecção, ruptura ou hemorragia.
Pseudocistos pequenos (geralmente < 6 cm) e assintomáticos têm alta taxa de resolução espontânea. A conduta expectante com acompanhamento clínico e radiológico evita procedimentos invasivos desnecessários e seus riscos associados.
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