Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2025
As principais complicações locais da pancreatite aguda incluem coleção aguda de fluido peripancreático, coleção necrótica aguda, pseudocisto pancreático e necrose pancreática isolada. Dentre as seguintes opções terapêuticas para tratamento de pseudocisto pancreático sintomático, com 8 cm de diâmetro, detectável dois meses após quadro de pancreatite aguda, qual deve ser evitada?
Pseudocisto pancreático sintomático → Drenagem interna (endoscópica ou cirúrgica). Evitar drenagem externa percutânea pelo alto risco de fístula pancreaticocutânea.
O tratamento de escolha para pseudocistos pancreáticos sintomáticos e maduros (>4 semanas) é a drenagem interna, preferencialmente por via endoscópica (cistogastrostomia). A drenagem percutânea externa é evitada devido à alta probabilidade de formar uma fístula pancreaticocutânea de difícil manejo.
As complicações locais da pancreatite aguda são definidas pela Classificação de Atlanta Revisada e incluem coleções fluidas agudas, necrose aguda, pseudocistos e necrose encapsulada (walled-off necrosis). O pseudocisto é uma coleção de fluido pancreático, rica em amilase, encapsulada por uma parede de tecido fibroso ou de granulação, que geralmente se forma 4 semanas ou mais após um episódio de pancreatite aguda intersticial. O manejo de um pseudocisto depende de seus sintomas e tamanho. Muitos são assintomáticos e regridem espontaneamente. No entanto, para pseudocistos grandes (>6 cm) e sintomáticos (causando dor, obstrução gástrica ou biliar), a drenagem é indicada. A abordagem terapêutica evoluiu significativamente, com a drenagem endoscópica (transmural, via cistogastrostomia ou cistoduodenostomia) tornando-se a primeira linha de tratamento por ser minimamente invasiva e altamente eficaz. A drenagem cirúrgica, como a cistojejunostomia em Y de Roux, é uma alternativa eficaz, porém mais invasiva, reservada para falhas da endoscopia ou indisponibilidade técnica. A drenagem percutânea externa guiada por imagem deve ser evitada no tratamento de pseudocistos estéreis, pois está associada a uma alta taxa de complicações, principalmente a formação de fístulas pancreaticocutâneas de difícil controle e infecção secundária da coleção. Seu uso é mais apropriado em coleções necróticas infectadas ou em pacientes sem condições clínicas para procedimentos mais invasivos.
A intervenção é indicada na presença de sintomas persistentes (dor abdominal, saciedade precoce, icterícia), crescimento progressivo ou complicações como infecção, sangramento ou compressão de estruturas adjacentes. Pseudocistos assintomáticos, mesmo grandes, podem ser acompanhados clinicamente.
Um pseudocisto é uma coleção de fluido pancreático puro, encapsulada por uma parede fibrosa, que surge >4 semanas após pancreatite intersticial. Uma necrose encapsulada contém quantidade variável de necrose (tecido sólido) e líquido, surgindo após pancreatite necrotizante, e também desenvolve uma cápsula.
A drenagem externa cria uma comunicação direta entre o ducto pancreático e a pele. Isso frequentemente resulta em uma fístula pancreaticocutânea crônica de alto débito, que é de difícil manejo, causa irritação da pele, perda de fluidos e eletrólitos, e tem alto risco de infecção secundária.
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