PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2021
Em um paciente com pseudo-obstrução dos cólons, a neostigmina é frequentemente usada como terapêutica de primeira linha. Qual droga é usada para neutralizar o principal efeito colateral da neostigmina?
Neostigmina para pseudo-obstrução → Atropina para bradicardia (efeito colateral).
A neostigmina é um inibidor da acetilcolinesterase, aumentando a atividade parassimpática e estimulando a motilidade colônica. Seu principal efeito colateral é a bradicardia, que pode ser revertida pela atropina, um antagonista muscarínico que bloqueia os efeitos da acetilcolina no coração.
A pseudo-obstrução dos cólons, também conhecida como Síndrome de Ogilvie, é uma condição grave caracterizada por dilatação aguda e maciça do cólon na ausência de obstrução mecânica. Geralmente ocorre em pacientes hospitalizados com doenças graves, trauma, cirurgia recente ou uso de certos medicamentos. O diagnóstico é clínico e radiológico, excluindo causas obstrutivas. A neostigmina é frequentemente utilizada como terapêutica de primeira linha para a descompressão do cólon em casos de pseudo-obstrução que não respondem a medidas conservadoras. Ela age como um inibidor reversível da acetilcolinesterase, aumentando a disponibilidade de acetilcolina na junção neuromuscular e nos receptores muscarínicos, o que estimula a motilidade colônica e promove a descompressão. No entanto, a neostigmina possui efeitos colaterais significativos devido à sua ação colinérgica sistêmica, sendo a bradicardia o mais perigoso. Para neutralizar esse efeito, a atropina, um antagonista muscarínico, deve ser administrada profilaticamente ou estar prontamente disponível durante a infusão de neostigmina, garantindo a segurança do paciente. O monitoramento cardíaco é essencial durante o procedimento.
A pseudo-obstrução dos cólons, ou Síndrome de Ogilvie, é uma condição de dilatação aguda e maciça do cólon na ausência de obstrução mecânica. É caracterizada por distensão abdominal, dor e, potencialmente, isquemia e perfuração.
A neostigmina é um inibidor da acetilcolinesterase, o que aumenta a concentração de acetilcolina na fenda sináptica. Isso estimula os receptores muscarínicos no cólon, promovendo a contração muscular e a motilidade, ajudando a aliviar a dilatação.
Os principais efeitos colaterais da neostigmina são bradicardia, hipotensão, salivação excessiva, broncoespasmo e cólicas abdominais. A bradicardia é o mais preocupante e é neutralizada pela administração de atropina, um antagonista muscarínico.
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