HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2020
A.R.C., 3 meses, feminino, vem ao consultório trazida por sua mãe para consulta de puericultura. Durante a anamnese ela informa que desde a última consulta a filha passou a evacuar 2 vezes por semana e chegou a ficar sem evacuar durante uma semana inteira, quando procurou atendimento médico e foi prescrito supositório para que evacuasse. Nasceu a termo, sem intercorrências na gestação e no parto, ficou em alojamento conjunto, está em aleitamento materno exclusivo, testes de triagem neonatal normais, com curvas de crescimento pôndero-estatural dentro do esperado para a idade e sexo. Com base nesse diagnóstico, sua conduta nesse momento é:
Lactente em AME + Ganho de peso OK + Sem sinais de alarme = Pseudo-constipação fisiológica.
Lactentes em aleitamento materno exclusivo podem ficar vários dias sem evacuar devido à alta digestibilidade do leite humano, sem que isso represente patologia.
O hábito intestinal do lactente varia amplamente. Enquanto alguns evacuam após cada mamada (reflexo gastrocólico), outros evoluem para um padrão de infrequência. A ausência de sinais de esforço doloroso excessivo e a manutenção da consistência amolecida das fezes confirmam a benignidade do quadro. O foco da consulta de puericultura deve ser a tranquilização da família e a manutenção do aleitamento materno exclusivo.
É a redução da frequência evacuatória em lactentes, geralmente entre 2 e 4 meses de vida, que estão em aleitamento materno exclusivo. O bebê pode ficar até 7-10 dias sem evacuar, mas quando o faz, as fezes são de consistência pastosa ou líquida, e o paciente mantém bom estado geral e crescimento adequado.
Sinais de alerta incluem atraso na eliminação de mecônio (>48h), fezes em fita, distensão abdominal importante, vômitos biliosos, falha no crescimento pôndero-estatural, alterações na região sacral ou reflexos anormais. Nesses casos, deve-se investigar Doença de Hirschsprung ou fibrose cística.
A conduta é expectante e de suporte emocional. Deve-se explicar que o leite materno é quase totalmente absorvido, gerando pouco resíduo. Não há necessidade de estímulos retais, supositórios ou chás, que podem interferir no reflexo de evacuação natural da criança.
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