UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2021
Uma menina de 24 meses apresenta lesões papulares e pruriginosas com distribuição linear e aos pares em região de antebraços, face e pernas. As lesões evoluem para formação de crostas hemáticas e hipercromia residual. Com bases nesses dados, assinale a alternativa incorreta:
Lesões papulares pruriginosas lineares/aos pares em criança → pensar em picadas de insetos (prurigo estrófulo).
As lesões descritas, especialmente a distribuição linear e aos pares ("sinal do café da manhã"), são altamente sugestivas de picadas de insetos, caracterizando o prurigo estrófulo, uma reação de hipersensibilidade. A escabiose, embora pruriginosa, não costuma ter essa distribuição tão específica.
O prurigo estrófulo, também conhecido como estrófulo ou urticária papulosa, é uma dermatose comum na infância, caracterizada por lesões papulares e pruriginosas que surgem como reação de hipersensibilidade a picadas de insetos (mosquitos, pulgas, percevejos). É mais frequente em crianças atópicas e em climas quentes. As lesões típicas são pápulas eritematosas, edematosas e intensamente pruriginosas, que podem evoluir para vesículas, bolhas ou crostas devido ao ato de coçar. A distribuição é geralmente em áreas expostas, mas pode ser difusa, e a presença de lesões agrupadas ou lineares é um achado característico. O diagnóstico é clínico. O tratamento visa aliviar o prurido e prevenir novas picadas. Inclui anti-histamínicos orais, corticoides tópicos de baixa a média potência para as lesões, e medidas de controle ambiental para os insetos. O uso de repelentes infantis, como os à base de icaridina ou DEET, é recomendado para prevenção em crianças acima de 2 anos.
O prurigo estrófulo geralmente apresenta lesões papulares, eritematosas e pruriginosas, frequentemente em grupos ou linearmente ("sinal do café da manhã"), enquanto a escabiose pode ter túneis, pápulas e vesículas, com prurido mais intenso à noite.
Para aliviar o prurido, podem ser utilizados anti-histamínicos orais, compressas frias e corticoides tópicos de baixa ou média potência por curtos períodos, além de hidratantes.
Repelentes à base de icaridina (até 25%) ou DEET (até 30%) são considerados seguros para crianças a partir de 2 anos de idade, devendo ser aplicados conforme as instruções do fabricante.
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