UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2022
A presença de uma prova de histamina incompleta é altamente sugestiva de hanseníase e ocorre quando na área lesionada não se observa
Prova de histamina incompleta na hanseníase → ausência de eritema reflexo secundário na lesão.
A prova de histamina avalia a integridade dos nervos autonômicos cutâneos. Na hanseníase, a lesão neural periférica impede a vasodilatação reflexa mediada por axônios, resultando na ausência do eritema reflexo secundário, mesmo com a formação da pápula edematosa.
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele, nervos periféricos, vias aéreas superiores, olhos e testículos. Sua importância clínica reside na capacidade de causar incapacidades permanentes se não diagnosticada e tratada precocemente, sendo um desafio de saúde pública em muitas regiões. O diagnóstico da hanseníase é essencialmente clínico, baseado na presença de lesões cutâneas com alteração de sensibilidade, espessamento de nervos periféricos e/ou baciloscopia positiva. A prova de histamina é um teste auxiliar que avalia a função nervosa cutânea. A injeção intradérmica de histamina provoca uma resposta tríplice: pápula edematosa (vasodilatação direta e aumento da permeabilidade capilar), eritema primário (vasodilatação direta) e eritema reflexo secundário (vasodilatação mediada por reflexo axonal). Na hanseníase, a lesão dos nervos autonômicos impede o eritema reflexo secundário, caracterizando a prova incompleta e sugerindo fortemente a doença. O tratamento da hanseníase é feito com politerapia, variando conforme a forma clínica (paucibacilar ou multibacilar). O prognóstico é excelente com o tratamento adequado, mas as sequelas neurológicas podem persistir. É crucial a identificação precoce de alterações sensitivas e autonômicas para evitar deformidades e incapacidades, sendo a prova de histamina uma ferramenta valiosa nesse contexto.
A prova de histamina é um teste cutâneo utilizado para avaliar a integridade dos nervos autonômicos periféricos, auxiliando no diagnóstico de lesões neurológicas em doenças como a hanseníase.
O eritema reflexo secundário é uma resposta vasodilatadora mediada por axônios, que se manifesta como um halo avermelhado ao redor da pápula. Sua ausência em uma lesão cutânea é altamente sugestiva de neuropatia periférica, como na hanseníase.
Na hanseníase, o Mycobacterium leprae afeta os nervos periféricos, incluindo as fibras autonômicas. Isso impede a liberação de substâncias vasodilatadoras pelos axônios, resultando na ausência do eritema reflexo secundário, caracterizando a prova incompleta.
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