Protocolos de Transfusão Maciça no Choque Hipovolêmico

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2020

Enunciado

Na sala de emergência, para as vítimas de choque hipovolêmico, os Protocolos de Transfusão Maciça devem

Alternativas

  1. A) incluir transfusão de plasma e plaquetas, além de concentrado de hemácias.
  2. B)  ser iniciados após tipagem sanguínea, mas a prova cruzada não é necessária.
  3. C)  ser iniciados em pacientes com taquicardia, depois da administração de 3.500 mL decristaloides.
  4. D)  incluir exames para coagulopatias presentes em 5% dos pacientes que necessitamtransfusão maciça.

Pérola Clínica

Protocolo de Transfusão Maciça = hemácias, plasma e plaquetas em proporções balanceadas (ex: 1:1:1).

Resumo-Chave

Protocolos de Transfusão Maciça visam corrigir a coagulopatia induzida pelo trauma e dilucional, administrando concentrado de hemácias, plasma fresco congelado e plaquetas em proporções balanceadas, idealmente 1:1:1, para melhorar a sobrevida em choque hipovolêmico grave.

Contexto Educacional

O choque hipovolêmico por hemorragia é a principal causa de morte evitável em pacientes traumatizados. Em casos de sangramento maciço, a rápida reposição volêmica e a correção da coagulopatia são essenciais. Os Protocolos de Transfusão Maciça (PTM) foram desenvolvidos para padronizar e agilizar a administração de hemocomponentes, visando melhorar a sobrevida desses pacientes. Um PTM eficaz envolve a transfusão balanceada de concentrado de hemácias, plasma fresco congelado e plaquetas, muitas vezes na proporção de 1:1:1. Essa abordagem visa não apenas repor o volume perdido, mas também corrigir a coagulopatia induzida pelo trauma, que é exacerbada pela hipotermia e acidose (a tríade letal). A ativação precoce do PTM é crucial, baseada em critérios clínicos e laboratoriais que indicam sangramento maciço. A implementação de um PTM requer coordenação entre a equipe de emergência, o banco de sangue e a equipe cirúrgica. Embora a tipagem sanguínea seja sempre desejável, em situações de emergência extrema, pode-se iniciar com sangue O Rh negativo não tipado. A monitorização contínua do paciente e a reavaliação da necessidade de hemocomponentes são fundamentais para otimizar o tratamento e prevenir complicações relacionadas à transfusão.

Perguntas Frequentes

Quando um paciente traumatizado deve ser considerado para um Protocolo de Transfusão Maciça?

Um paciente traumatizado deve ser considerado para um Protocolo de Transfusão Maciça quando apresenta choque hipovolêmico grave, sangramento ativo e evidência de coagulopatia, ou quando há alta probabilidade de necessitar de mais de 10 unidades de concentrado de hemácias em 24 horas.

Qual a composição ideal de um Protocolo de Transfusão Maciça?

A composição ideal inclui a administração de concentrado de hemácias, plasma fresco congelado e plaquetas em proporções balanceadas, geralmente 1:1:1, para mimetizar o sangue total e corrigir a coagulopatia.

Por que a prova cruzada pode ser omitida em situações de emergência extrema?

Em emergências extremas com risco de vida iminente e sem tempo para prova cruzada, pode-se iniciar a transfusão de concentrado de hemácias O Rh negativo (doador universal) e plasma AB (receptor universal) para ganhar tempo, embora a tipagem e prova cruzada devam ser realizadas assim que possível.

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