Protocolo RUSH: Diagnóstico de Choque e TEP Instável

USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2024

Enunciado

Três pacientes foram admitidos no PS com quadro de choque hemodinâmico, sendo submetidos ao protocolo RUSH (Rapid Ultrasound in Shock) para avaliar etiologia do choque. A tabela a seguir apresenta os achados na avaliação cardíaca, do tórax e da veia cava desses três pacientes, identificados pelos números 1,2 e 3. Assinale qual é a alternativa que correlaciona o achado do protocolo RUSH com o diagnóstico etiológico mais provável do choque. 

Alternativas

  1. A) Exame 1: Sepse de foco pulmonar. 
  2. B) Exame 2: Paciente com tromboembolismo pulmonar instável. 
  3. C) Exame 3: Infarto anterior extenso. 
  4. D) Exame 4: Aneurisma de aorta roto. 

Pérola Clínica

RUSH para TEP instável → Dilatação VD, hipocinesia VD, VCI dilatada/pouco colapsável, TVP.

Resumo-Chave

O protocolo RUSH (Rapid Ultrasound in Shock) é uma ferramenta rápida e eficaz para identificar a etiologia do choque. Em casos de tromboembolismo pulmonar (TEP) instável, achados ultrassonográficos típicos incluem dilatação e disfunção do ventrículo direito (VD), septo interventricular retificado e, frequentemente, uma veia cava inferior (VCI) dilatada e pouco colapsável, além da possível identificação de trombose venosa profunda (TVP) como fonte.

Contexto Educacional

O choque hemodinâmico é uma condição de emergência com alta mortalidade, exigindo diagnóstico etiológico rápido e tratamento imediato. O protocolo RUSH (Rapid Ultrasound in Shock) emergiu como uma ferramenta valiosa à beira do leito, permitindo uma avaliação sistemática e não invasiva das principais causas de choque em poucos minutos. Ele avalia o "pump" (coração), "tank" (VCI e volume intravascular) e "pipes" (aorta e vasos periféricos), além dos pulmões. No contexto do choque obstrutivo, como o tromboembolismo pulmonar (TEP) instável, o RUSH é particularmente útil. Os achados ecocardiográficos típicos de TEP maciço incluem dilatação do ventrículo direito (VD), hipocinesia da parede livre do VD com preservação do ápice (sinal de McConnell), e desvio do septo interventricular para o ventrículo esquerdo, indicando sobrecarga de pressão no VD. A veia cava inferior (VCI) geralmente se apresenta dilatada e com pouca variação respiratória, refletindo o aumento da pressão no átrio direito. A identificação desses sinais no RUSH, juntamente com a presença de trombose venosa profunda (TVP) em membros inferiores, pode confirmar rapidamente a suspeita de TEP instável, permitindo a instituição de terapias específicas, como trombólise ou embolectomia, que são cruciais para a sobrevida do paciente. O RUSH auxilia na diferenciação de outras causas de choque, como cardiogênico, hipovolêmico ou distributivo, otimizando a tomada de decisão clínica em um cenário de emergência.

Perguntas Frequentes

O que é o protocolo RUSH e qual sua utilidade no choque?

O protocolo RUSH (Rapid Ultrasound in Shock) é uma avaliação ultrassonográfica rápida e sistemática à beira do leito para identificar a causa do choque, avaliando o coração, VCI, pulmões e abdome/pelve para guiar o tratamento inicial.

Quais achados do RUSH sugerem tromboembolismo pulmonar instável?

Achados incluem dilatação e hipocinesia do ventrículo direito, septo interventricular retificado ou com movimento paradoxal, VCI dilatada e pouco colapsável, e a presença de trombose venosa profunda (TVP) nas extremidades inferiores.

Como o RUSH ajuda a diferenciar tipos de choque?

O RUSH permite diferenciar choque hipovolêmico (VCI colapsada, coração hiperdinâmico), cardiogênico (disfunção ventricular esquerda, VCI dilatada), obstrutivo (VD dilatado, VCI dilatada, tamponamento) e distributivo (VCI colapsada ou normal, coração hiperdinâmico).

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