Protocolo PECARN: Manejo do TCE Leve em Pediatria

Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2025

Enunciado

Lactente, 14 meses, foi trazida ao pronto-atendimento por queda de mesa (altura de cerca de 50 cm) há cerca de 40 minutos. Houve trauma na região frontal da cabeça. Após a queda, ficou bastante irritada e chorou bastante, e não apresentou vômitos. Não houve perda da consciência. Ao exame físico: bom estado geral, Glasgow 15, com hematoma visível de cerca de 2,5 cm em região frontal. Não há fratura palpável sob o hematoma. Sem outras alterações no exame físico. Pais dizem que a criança está bem. Qual a afirmativa correta sobre a condução desse caso de acordo com protocolo PECARN (Pediatric Emergency Care Applied Research Network) para o trauma cranioencefálico (TCE)?

Alternativas

  1. A) A criança apresenta um TCE leve e precisa ficar em observação por seis horas por apresentar o hematoma, que é um fator de risco para lesão cerebral clinicamente importante.
  2. B) A criança apresenta um TCE leve, mas devido à idade menor de 24 meses e ao mecanismo de trauma, a realização de uma tomografia computadorizada de crânio está indicada.
  3. C) A criança apresenta um TCE leve sem fatores de risco para lesão cerebral clinicamente importante; portanto, pode ser liberada do serviço de emergência.
  4. D) A criança apresenta um TCE leve e está indicada apenas a realização de uma radiografia de crânio para afastar a presença de fraturas não identificadas clinicamente.

Pérola Clínica

PECARN < 2 anos: Hematoma frontal isolado em criança alerta e sem vômitos → Baixo risco (Alta).

Resumo-Chave

O protocolo PECARN estratifica o risco de lesão cerebral clinicamente importante (ciTBI), permitindo evitar tomografias desnecessárias em crianças de baixo risco.

Contexto Educacional

O PECARN é a regra de decisão clínica mais validada para TCE pediátrico. Ele visa identificar crianças com risco < 0,02% de ciTBI (necessidade de neurocirurgia, intubação > 24h ou morte). Para menores de 2 anos, a localização do hematoma é fundamental: o couro cabeludo frontal é considerado de baixo risco, enquanto outras localizações aumentam a probabilidade de fratura subjacente ou lesão intracraniana.

Perguntas Frequentes

Quais os critérios de alto risco no PECARN para < 2 anos?

Glasgow < 15, alteração do estado mental ou presença de fratura de crânio palpável. Nestes casos, a TC é mandatória.

O hematoma frontal é preocupante no PECARN?

Em crianças menores de 2 anos, hematomas não frontais (parietais, temporais ou occipitais) são fatores de risco intermediários. Hematomas frontais isolados são considerados de baixo risco.

Quando optar por observação em vez de TC?

Em casos de risco intermediário (ex: mecanismo de trauma grave, perda de consciência breve), a observação clínica por 4-6 horas é uma alternativa segura à TC imediata.

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