Protocolo de Cirurgia Segura: Etapas Essenciais

UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2020

Enunciado

No intuito de diminuir as complicações, inerentes ao ato cirúrgico, o Protocolo para Cirurgia Segura (PCS) deve ser aplicado, em todas as unidades dos estabelecimentos de saúde que realizam procedimentos (terapêuticos ou diagnósticos) que impliquem em incisão no corpo humano ou em introdução de equipamentos endoscópios, dentro ou fora de centro cirúrgico. Faz parte do processo de cirurgia segura (PSC), EXCETO

Alternativas

  1. A) Confirmar a identificação do paciente, do sítio cirúrgico, do procedimento e do consentimento informado.
  2. B) Demarcar o sítio cirúrgico, ou seja, a demarcação do local da cirurgia, no corpo do paciente, com uso de caneta dermográfica, deve ser feita nos casos em que o procedimento cirúrgico envolve lateralidade, múltiplas estruturas ou múltiplos níveis.
  3. C) As contagens de compressas e gazes devem ser feitas ao final do procedimento cirúrgico, ao iniciar revisão e fechamento da cavidade, sendo verificadas, pelo circulante (enfermagem) e instrumentador, e confirmadas pelo cirurgião e assistentes.
  4. D) Solicitar antecipadamente exames laboratoriais para todos os procedimentos cirúrgicos a serem realizados.
  5. E) Verificar a segurança anestésica, por exemplo, o funcionamento do monitor multiparamétrico e as alergias conhecidas.

Pérola Clínica

PCS → checklist pré-operatório, intraoperatório, pós-operatório para segurança do paciente.

Resumo-Chave

O Protocolo para Cirurgia Segura (PCS) da OMS visa reduzir complicações cirúrgicas através de um checklist abrangente. Ele inclui etapas cruciais como a confirmação de dados do paciente, demarcação do sítio cirúrgico, verificação da segurança anestésica e contagem de materiais, mas não exige exames laboratoriais para *todos* os procedimentos.

Contexto Educacional

O Protocolo para Cirurgia Segura (PCS), iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), é uma ferramenta fundamental para a redução de complicações e mortalidade associadas a procedimentos cirúrgicos. Sua aplicação sistemática em todas as unidades de saúde que realizam intervenções invasivas é crucial para garantir a segurança do paciente. O protocolo abrange uma série de verificações e ações que devem ser realizadas em momentos-chave do processo cirúrgico. As etapas do PCS incluem a confirmação da identificação do paciente, do sítio cirúrgico e do procedimento, a demarcação do local da cirurgia (quando aplicável), a verificação da segurança anestésica (incluindo equipamentos e alergias), a contagem de compressas e instrumentais cirúrgicos, e a discussão de pontos críticos pela equipe. Essas ações visam prevenir erros comuns, como cirurgia em paciente ou local errado, retenção de corpo estranho e complicações anestésicas. Para residentes, a familiarização e a adesão rigorosa ao PCS são indispensáveis. A participação ativa em cada etapa do checklist, desde o 'Sign In' até o 'Sign Out', reforça a cultura de segurança e a responsabilidade compartilhada pela equipe. É importante notar que a solicitação de exames laboratoriais pré-operatórios é uma decisão clínica individualizada, baseada na avaliação do paciente e do tipo de cirurgia, e não uma exigência universal do PCS para *todos* os casos.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais momentos do Protocolo para Cirurgia Segura?

O PCS é dividido em três momentos principais: 'Sign In' (antes da indução anestésica), 'Time Out' (antes da incisão cirúrgica) e 'Sign Out' (antes do paciente sair da sala de operações).

Por que a demarcação do sítio cirúrgico é importante?

A demarcação do sítio cirúrgico é vital para prevenir cirurgias em local errado, especialmente em casos de lateralidade, múltiplas estruturas ou múltiplos níveis, garantindo a segurança do paciente.

O que o Protocolo de Cirurgia Segura exige sobre exames laboratoriais?

O PCS não exige exames laboratoriais para *todos* os procedimentos cirúrgicos, mas sim uma avaliação pré-anestésica individualizada que pode ou não incluir exames, conforme a necessidade clínica e o risco do paciente.

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