PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2022
A.P.S procura a unidade de saúde básica do bairro onde mora, há 30 dias, por um quadro álgico de 2 dias de evolução, febre, artralgias e cefaléia. Quando chegou na unidade, foi avaliado pela equipe de enfermagem que detectou petéquias em tronco. Em seguida, foi iniciado atendimento médico para manejo de dengue, bem como notificado caso suspeito de dengue. Esse caso clínico demonstra a aplicação de qual princípio da APS?
Triagem com detecção de petéquias e manejo de dengue na APS → aplicação do Protocolo de Manchester (classificação de risco).
O cenário descrito, onde a equipe de enfermagem detecta petéquias e inicia o manejo de dengue, reflete a aplicação do Protocolo de Manchester ou de um sistema de classificação de risco similar. Este protocolo é essencial na Atenção Primária à Saúde (APS) para priorizar o atendimento com base na gravidade do paciente, garantindo que casos urgentes, como a suspeita de dengue com sinais de alarme, recebam atenção imediata.
A Atenção Primária à Saúde (APS) é a porta de entrada preferencial do sistema de saúde, e sua eficácia depende da aplicação de princípios que garantam um cuidado abrangente e resolutivo. Um desses princípios é a capacidade de organizar o fluxo de atendimento, especialmente em situações de demanda espontânea e surtos de doenças como a dengue, onde a rápida identificação de casos graves é crucial. O Protocolo de Manchester, ou sistemas de classificação de risco similares, desempenha um papel fundamental nesse contexto. Ele permite que a equipe de enfermagem realize uma triagem inicial baseada em sinais e sintomas, atribuindo uma cor que indica a prioridade do atendimento. Essa metodologia assegura que pacientes com sinais de alarme, como as petéquias em um caso suspeito de dengue, sejam prontamente avaliados por um médico, minimizando o risco de complicações e óbitos. A correta aplicação da classificação de risco não apenas otimiza o tempo de espera e a alocação de recursos, mas também reforça a segurança do paciente e a qualidade do cuidado na APS. É um instrumento essencial para a gestão clínica e para a efetividade das ações de saúde pública, especialmente em cenários epidemiológicos desafiadores.
A finalidade do Protocolo de Manchester é realizar a classificação de risco dos pacientes na chegada à unidade de saúde, priorizando o atendimento de acordo com a gravidade e o potencial de risco, garantindo que os casos mais urgentes sejam atendidos primeiro.
Sinais de alarme para dengue incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, hipotensão postural, letargia, hepatomegalia > 2 cm, sangramento de mucosas e, como no caso, petéquias ou outros sinais de extravasamento plasmático.
O Protocolo de Manchester otimiza o acesso ao atendimento ao organizar o fluxo de pacientes e garantir que a urgência clínica seja o critério principal para a priorização, evitando longas esperas para casos graves e direcionando recursos de forma eficiente.
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