SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
Um paciente vítima de trauma contuso por queda de aproximadamente três metros de altura é submetido, na sala de primeiro atendimento ao traumatizado, à ultrassografia, seguindo o protocolo FAST (focused abdominal sonography in trauma). Nele, todos os espaços a serem examinados são os descritos na alternativa:
FAST = Hepatorrenal (Morison) + Esplenorrenal + Pelve (Suprapúbica) + Pericárdio.
O FAST busca líquido livre (sangue) em quatro janelas principais para identificar rapidamente hemoperitônio ou tamponamento cardíaco no trauma contuso.
O FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma) revolucionou o atendimento inicial ao traumatizado, permitindo uma triagem rápida à beira-leito. As quatro janelas clássicas são: 1) Quadrante Superior Direito (espaço de Morison/hepatorrenal), 2) Quadrante Superior Esquerdo (espaço esplenorrenal), 3) Pelve (fundo de saco de Douglas ou retrovesical) e 4) Pericárdio (subxifoide). Sua principal utilidade é em pacientes hemodinamicamente instáveis, onde a detecção de líquido livre direciona a necessidade de laparotomia exploradora imediata. Em pacientes estáveis, o FAST ajuda a priorizar a realização de Tomografia Computadorizada (TC), que é o padrão-ouro para detalhamento de lesões orgânicas.
A presença de uma faixa anecoica (preta) em qualquer uma das janelas examinadas, sugerindo acúmulo de líquido livre, que no contexto de trauma é presumido como sangue (hemoperitônio ou hemopericárdio).
O FAST tem baixa sensibilidade para lesões de vísceras ocas, lesões retroperitoneais e lesões de parênquima sem sangramento livre. Além disso, não diferencia o tipo de líquido (sangue vs. ascite pré-existente).
O E-FAST (Extended FAST) inclui a avaliação das pleuras bilateralmente para detectar pneumotórax e hemotórax, além das quatro janelas abdominais e pericárdicas tradicionais.
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