UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2020
Mulher, 40 anos de idade, internou para histerectomia eletiva na enfermaria de ginecologia onde é adotado o protocolo de aceleração de recuperação pós-operatória. Em relação aos cuidados perioperatórios, pode-se afirmar que:
Protocolos ERAS são multimodais, visam otimizar recuperação pós-operatória com equipe multidisciplinar.
Os protocolos ERAS (Enhanced Recovery After Surgery) são abordagens multimodais que envolvem uma equipe multidisciplinar (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas) para otimizar a recuperação pós-operatória, reduzir complicações e encurtar o tempo de internação.
Os protocolos ERAS (Enhanced Recovery After Surgery), ou de aceleração da recuperação pós-operatória, representam uma abordagem multimodal e baseada em evidências para otimizar o cuidado perioperatório. Seu objetivo principal é reduzir o estresse cirúrgico, minimizar complicações, acelerar a recuperação funcional e diminuir o tempo de internação hospitalar. Esses protocolos são aplicáveis a diversas especialidades cirúrgicas, incluindo a ginecologia, como no caso de histerectomias eletivas. A implementação bem-sucedida de um protocolo ERAS exige uma colaboração estreita de uma equipe multidisciplinar, incluindo cirurgiões, anestesiologistas, enfermeiros, fisioterapeutas e nutricionistas. Cada membro desempenha um papel crucial na educação do paciente, otimização pré-operatória (ex: cessação do tabagismo, otimização nutricional, redução do jejum), manejo intraoperatório (ex: anestesia multimodal, manutenção da normotermia) e cuidados pós-operatórios (ex: analgesia multimodal, mobilização precoce, realimentação precoce). Pontos chave dos protocolos ERAS incluem a permissão de líquidos claros até 2 horas antes da cirurgia e alimentos leves até 6 horas antes (em pacientes sem contraindicações), a antibioticoprofilaxia administrada no momento correto (geralmente 30-60 minutos antes da incisão), o manejo liberal de fluidos intraoperatórios deve ser evitado, e a profilaxia de náuseas e vômitos pós-operatórios é essencial, especialmente em cirurgias ginecológicas que apresentam alto risco. A abordagem integrada e a adesão rigorosa a esses componentes são determinantes para o sucesso do protocolo.
Os protocolos ERAS incluem componentes como aconselhamento pré-operatório, otimização nutricional, redução do jejum pré-operatório, manejo da dor multimodal, mobilização precoce, remoção precoce de drenos e cateteres, e prevenção de náuseas e vômitos pós-operatórios.
A redução do jejum pré-operatório, permitindo líquidos claros até 2 horas e alimentos leves até 6 horas antes da cirurgia, visa diminuir o desconforto do paciente, prevenir a resistência à insulina pós-operatória e manter o estado nutricional, sem aumentar o risco de aspiração.
A equipe multidisciplinar, composta por cirurgiões, anestesiologistas, enfermeiros, fisioterapeutas e nutricionistas, é fundamental nos protocolos ERAS para garantir a implementação coordenada de todas as intervenções, desde a educação do paciente até a reabilitação pós-operatória, otimizando os resultados.
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