UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025
O protocolo ERAS (Enhanced Recovery After Surgery) consiste em utilizar medidas para acelerar e melhorar a recuperação no pós-operatório. Pode-se afirmar que uma das medidas incluídas nesse protocolo é:
Protocolo ERAS = abreviação do jejum, analgesia multimodal (sem opioides), mobilização precoce e fluidoterapia guiada por metas.
O protocolo ERAS (Enhanced Recovery After Surgery) é um conjunto de medidas perioperatórias baseadas em evidências para reduzir o estresse cirúrgico e acelerar a recuperação. A fluidoterapia guiada por metas é um pilar, visando a euvolemia para otimizar a perfusão tecidual.
O protocolo ERAS (Enhanced Recovery After Surgery), ou Recuperação Acelerada Pós-Cirúrgica, representa uma mudança de paradigma nos cuidados perioperatórios. Trata-se de uma abordagem multimodal e baseada em evidências que visa atenuar a resposta fisiológica ao estresse cirúrgico, reduzir complicações e acelerar o retorno do paciente às suas funções normais. Os pilares do ERAS abrangem todas as fases do cuidado: pré, intra e pós-operatório. No pré-operatório, destacam-se a otimização clínica e a abreviação do jejum. No intraoperatório, as estratégias incluem cirurgia minimamente invasiva, anestesia multimodal com poupança de opioides e a fluidoterapia guiada por metas para manter a euvolemia. No pós-operatório, o foco é na mobilização precoce, realimentação oral precoce e remoção rápida de sondas e drenos. A implementação bem-sucedida do protocolo ERAS tem demonstrado reduzir o tempo de internação hospitalar e as taxas de morbidade, sendo hoje o padrão de cuidado em muitas especialidades cirúrgicas.
No pré-operatório, o ERAS inclui aconselhamento ao paciente, otimização de comorbidades, suspensão do tabagismo, abreviação do jejum (líquidos claros até 2h antes) e, em alguns casos, carga de carboidratos para reduzir a resistência à insulina.
A analgesia multimodal combina diferentes classes de analgésicos e técnicas de anestesia regional para atingir um controle da dor eficaz com o mínimo de opioides. Isso reduz os efeitos colaterais dos opioides, como náuseas e íleo paralítico, facilitando a recuperação.
É uma estratégia intraoperatória que utiliza parâmetros hemodinâmicos dinâmicos para guiar a administração de fluidos, mantendo o paciente em euvolemia. O objetivo é evitar tanto a hipovolemia (má perfusão) quanto a hipervolemia (edema, disfunção de anastomoses).
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo