HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2020
Nos últimos anos, o manejo perioperatório tem sido questionado com uma série de evidências científicas, gerando protocolos como o Enhanced Recovery after Surgery (ERAS) ou a Aceleração da Recuperação Total pós-operatória (ACERTO). Assinale a alternativa que indica um dos pilares desses protocolos.
Protocolos ERAS/ACERTO → Evitar fluidos excessivos perioperatório, jejum reduzido, mobilização precoce.
Os protocolos ERAS (Enhanced Recovery After Surgery) e ACERTO (Aceleração da Recuperação Total pós-operatória) visam otimizar a recuperação do paciente cirúrgico através de uma série de medidas baseadas em evidências. Um dos pilares fundamentais é a gestão hídrica, evitando a sobrecarga de fluidos que pode levar a complicações como edema e disfunção orgânica.
Os protocolos Enhanced Recovery after Surgery (ERAS) e Aceleração da Recuperação Total pós-operatória (ACERTO) representam uma mudança de paradigma no manejo perioperatório. Desenvolvidos a partir de evidências científicas, esses programas multidisciplinares visam otimizar a recuperação do paciente cirúrgico, reduzindo o estresse metabólico, minimizando complicações e acelerando o retorno às atividades normais. Eles abrangem diversas fases do cuidado, desde o pré-operatório até o pós-operatório. Um dos pilares fundamentais desses protocolos é a gestão hídrica perioperatória. Contrariando práticas antigas de administração liberal de fluidos, ERAS e ACERTO preconizam uma abordagem mais restritiva e individualizada, evitando a sobrecarga de fluidos. O excesso de fluidos pode levar a edema tecidual generalizado, disfunção de órgãos como pulmões, rins e intestino, e aumento de complicações como íleo paralítico, infecções de sítio cirúrgico e prolongamento da internação. Além da gestão hídrica, outros componentes chave incluem a redução do tempo de jejum pré-operatório para líquidos claros, otimização nutricional, analgesia multimodal sem uso excessivo de opioides, mobilização precoce no pós-operatório, controle rigoroso de náuseas e vômitos, e remoção precoce de drenos e cateteres. A implementação desses protocolos exige uma equipe multidisciplinar engajada e um entendimento aprofundado dos princípios fisiológicos envolvidos, sendo crucial para a formação de residentes em cirurgia e anestesiologia.
Os principais objetivos são reduzir o estresse cirúrgico, minimizar complicações pós-operatórias, acelerar a recuperação funcional e diminuir o tempo de internação hospitalar, melhorando a experiência e o prognóstico do paciente.
A administração excessiva de fluidos perioperatórios pode levar a edema tecidual, disfunção orgânica (pulmonar, renal, intestinal) e aumento de complicações, como íleo pós-operatório e infecções. A restrição visa manter a euvolemia sem sobrecarga.
Outras medidas incluem jejum pré-operatório reduzido para líquidos claros, otimização nutricional pré-operatória, analgesia multimodal sem opioides excessivos, mobilização precoce pós-operatória, controle rigoroso de náuseas e vômitos, e remoção precoce de drenos e cateteres.
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