INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Mulher de 45 anos, sem comorbidades, é submetida a uma colecistectomia videolaparoscópica eletiva devido a colecistopatia crônica calculosa. O procedimento transcorre sem complicações, durando cerca de 40 minutos. No pós-operatório imediato, a paciente apresenta-se hemodinâmicamente estável, com pressão arterial de 110 x 70 mmHg, frequência cardíaca de 82 bpm e saturação de oxigênio de 98% em ar ambiente. Nega náusea e relata dor leve em região abdominal. De acordo com os protocolos multimodais de recuperação pós-operatória (ERAS e ACERTO), qual é a conduta adequada em relação à alimentação dessa paciente?
ERAS/ACERTO → realimentação oral precoce pós-cirurgia (ex: colecistectomia) em paciente estável.
Os protocolos ERAS (Enhanced Recovery After Surgery) e ACERTO (Aceleração da Recuperação Total Pós-operatória) preconizam a realimentação oral precoce no pós-operatório de cirurgias de baixo risco, como a colecistectomia videolaparoscópica, desde que o paciente esteja hemodinamicamente estável e sem náuseas ou vômitos. Isso visa reduzir o tempo de internação e complicações.
Os protocolos ERAS (Enhanced Recovery After Surgery) e ACERTO (Aceleração da Recuperação Total Pós-operatória) representam uma abordagem multimodal para otimizar a recuperação de pacientes cirúrgicos. Eles englobam diversas intervenções no pré, intra e pós-operatório, visando reduzir o estresse cirúrgico, minimizar complicações e acelerar o retorno às atividades normais. A realimentação oral precoce é um pilar fundamental desses protocolos. A fisiopatologia do jejum prolongado no pós-operatório envolve catabolismo, perda de massa muscular e retardo da recuperação da função intestinal. A realimentação precoce, por outro lado, estimula a motilidade gastrointestinal, preserva a integridade da barreira intestinal, reduz a translocação bacteriana e melhora o balanço nitrogenado. Em cirurgias de baixo risco, como a colecistectomia videolaparoscópica, a realimentação pode ser iniciada tão logo o paciente esteja desperto, sem náuseas e com dor controlada. A implementação dos protocolos ERAS/ACERTO tem demonstrado consistentemente a redução do tempo de internação, menor incidência de complicações pós-operatórias e maior satisfação do paciente. Para residentes, compreender e aplicar esses princípios é crucial para uma prática cirúrgica moderna e baseada em evidências, garantindo uma recuperação mais rápida e segura para os pacientes.
A realimentação oral precoce reduz o tempo de íleo pós-operatório, melhora o conforto do paciente, diminui a perda de massa muscular, otimiza a cicatrização e pode encurtar o tempo de internação hospitalar.
Os protocolos ERAS e ACERTO são amplamente aplicáveis em diversas cirurgias, especialmente as eletivas e minimamente invasivas, como colecistectomias, colectomias, cirurgias bariátricas e ginecológicas, mas seus princípios podem ser adaptados para outras especialidades.
As contraindicações incluem instabilidade hemodinâmica, náuseas e vômitos persistentes, distensão abdominal significativa, sinais de íleo paralítico grave, fístulas gastrointestinais de alto débito ou outras complicações cirúrgicas que impeçam a via oral.
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