UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2025
O protocolo ERAS (Enhanced Recovery After Surgery) é uma abordagem multimodal baseada em evidências que busca melhorar os resultados cirúrgicos, reduzindo o tempo de internação hospitalar e acelerando a recuperação do paciente. Entre os pilares que compõem o protocolo ERAS, assinale a alternativa correta.
ERAS → Jejum abreviado (líquidos claros 2h) + Carga de CHO pré-op reduz resistência insulínica.
O protocolo ERAS preconiza a redução do estresse metabólico através da abreviação do jejum e oferta de carboidratos, evitando o estado catabólico pré-cirúrgico.
O protocolo ERAS representa uma mudança de paradigma na cirurgia moderna, substituindo condutas tradicionais baseadas em dogmas por práticas baseadas em evidências. Entre seus pilares pré-operatórios, destacam-se o aconselhamento prévio, a otimização nutricional e a abreviação do jejum. No intraoperatório, foca-se em anestesia de curta duração, analgesia multimodal poupadora de opioides e controle rigoroso de fluidos (euvolemia). No pós-operatório, a mobilização ultraprecoce e a reintrodução rápida da dieta oral são fundamentais. A redução do uso de sondas nasogástricas e drenos de rotina também é preconizada, pois estes dispositivos frequentemente retardam a deambulação e aumentam o desconforto sem oferecer benefícios comprovados na maioria dos procedimentos eletivos.
O ERAS (Enhanced Recovery After Surgery) é uma estratégia multimodal baseada em evidências que otimiza o cuidado perioperatório. Seu objetivo principal é atenuar a resposta ao estresse cirúrgico, manter a homeostase orgânica e acelerar a recuperação funcional do paciente, reduzindo complicações e tempo de internação.
A administração de uma bebida rica em carboidratos (geralmente maltodextrina a 12,5%) até 2 horas antes da indução anestésica muda o estado metabólico do paciente de jejum (catabólico) para alimentado (anabólico). Isso reduz a resistência insulínica pós-operatória, preserva a massa magra e diminui a ansiedade e o desconforto do paciente.
O protocolo recomenda jejum de 6 horas para sólidos e apenas 2 horas para líquidos claros (água, chás, sucos sem resíduos e bebidas com carboidratos). Essa prática é segura e não aumenta o risco de aspiração pulmonar em pacientes sem contraindicações específicas (como gastroparesia grave).
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