SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2025
Com base no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Epilepsia do Ministério da Saúde, selecione a alternativa correta que melhor descreve as recomendações para o diagnóstico e tratamento das epilepsias:
Início do tratamento = Risco de recorrência + Consequências das crises + Eficácia/Efeitos do fármaco.
A decisão terapêutica na epilepsia não é baseada apenas em exames, mas no equilíbrio entre o risco de novas crises e o impacto do tratamento na vida do paciente.
O manejo das epilepsias no Brasil segue as diretrizes do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde. O foco principal é o controle das crises com o mínimo de efeitos colaterais, priorizando a qualidade de vida. O diagnóstico é essencialmente clínico, apoiado por exames complementares como o EEG e a neuroimagem (RM ou TC), que são fundamentais para identificar causas estruturais e classificar o tipo de crise (focal ou generalizada). A escolha do fármaco antiepiléptico (FAE) deve considerar o perfil do paciente, o tipo de crise e as interações medicamentosas.
O tratamento deve ser iniciado com base em três pilares fundamentais: o risco de recorrência de novas crises (geralmente após a segunda crise não provocada), as consequências físicas e psicossociais da continuação das crises para o paciente, e o perfil de segurança (eficácia e efeitos adversos) do fármaco escolhido.
O EEG é um exame complementar que auxilia na classificação da síndrome epiléptica e na localização do foco, mas não deve ser usado isoladamente para o diagnóstico. Um EEG normal não exclui epilepsia, assim como alterações inespecíficas sem clínica compatível não confirmam a doença.
A recomendação inicial é sempre a monoterapia. Em caso de falha por falta de eficácia ou intolerância, deve-se tentar a substituição por outro fármaco em monoterapia. A politerapia (associação de fármacos) é reservada para casos refratários após a falha de monoterapias sucessivas.
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