INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2015
Uma paciente de 33 anos de idade, portadora de quadro de hérnia inguinal à esquerda, procura o hospital de sua cidade onde é indicada cirurgia ambulatorial com anestesia local, por tratar-se de paciente magra, hígida, sem comorbidades, com hérnia de pequeno tamanho, mas que a incomodava durante as corridas que pratica regularmente. Qual a conduta adequada nesse caso em relação à utilização do checklist do protocolo de cirurgia segura de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS)?
Checklist OMS = Obrigatório em TODAS as cirurgias, independente do porte ou anestesia.
O Protocolo de Cirurgia Segura da OMS é universal e mandatório, devendo ser aplicado integralmente em três fases: antes da indução anestésica, antes da incisão cirúrgica e antes do paciente deixar a sala.
A implementação do Segundo Desafio Global para a Segurança do Paciente pela OMS estabeleceu o checklist como padrão ouro para reduzir a morbimortalidade cirúrgica. Estudos demonstram que a adesão rigorosa aos três momentos reduz significativamente complicações pós-operatórias e erros evitáveis. Na prática médica e em provas de residência, é fundamental compreender que não existem exceções para a aplicação do protocolo. A padronização da comunicação entre a equipe multidisciplinar é o principal pilar para evitar falhas sistêmicas no ambiente cirúrgico.
Os três momentos são: 1. Sign-in (Antes da indução anestésica): confirmação da identidade, sítio cirúrgico, procedimento e consentimento. 2. Time-out (Antes da incisão cirúrgica): pausa crítica para confirmação da equipe e revisão de riscos. 3. Sign-out (Antes do paciente sair da sala): contagem de compressas, identificação de amostras e revisão do plano de recuperação.
Sim. O protocolo de cirurgia segura não faz distinção quanto ao tipo de anestesia ou porte da cirurgia. Mesmo em procedimentos ambulatoriais simples, o risco de erro de lateralidade ou identificação do paciente existe, tornando o checklist indispensável para a mitigação de eventos adversos.
Embora um único indivíduo (geralmente o enfermeiro ou circulante) seja designado para coordenar o preenchimento do checklist, a responsabilidade pela veracidade das informações e pela execução das pausas de segurança é compartilhada por toda a equipe cirúrgica, incluindo cirurgião e anestesista.
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