HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2022
Paciente João de Sousa, 78 anos apresenta-se no Pronto Socorro com quadro de dor para evacuar, sensação de peso no períneo, febre, mal-estar e calafrios e associou retenção urinária aguda tratada com sonda vesical de alívio. Baseado no diagnóstico clínico desse paciente, é CORRETO afirmar que:
Prostatite bacteriana crônica: ATB oral 4-6 semanas, mesmo em bom estado general, para erradicar infecção.
O quadro clínico de dor perineal, febre, calafrios e retenção urinária em idoso sugere prostatite, que pode ser aguda ou crônica. A antibioticoterapia prolongada é essencial para erradicar a infecção bacteriana na próstata, que é um órgão de difícil penetração para muitos antibióticos. A duração de 4 a 6 semanas é comum para prostatite bacteriana crônica ou para garantir a erradicação em casos agudos que evoluem bem.
A prostatite é uma condição inflamatória da próstata que pode ser aguda ou crônica, bacteriana ou não bacteriana. É uma causa comum de dor pélvica e sintomas urinários em homens, especialmente em idosos. O diagnóstico clínico é baseado nos sintomas como dor perineal, disúria, febre, calafrios e, em casos mais graves, retenção urinária aguda. O toque retal pode revelar uma próstata dolorosa e edemaciada. A prostatite bacteriana, seja aguda ou crônica, requer antibioticoterapia. A escolha do antibiótico deve considerar a capacidade de penetração no tecido prostático. Fluoroquinolonas (como ciprofloxacino ou levofloxacino) e sulfametoxazol-trimetoprim são frequentemente utilizados. A duração do tratamento é crucial para a erradicação da infecção e prevenção de recorrências. Para prostatite bacteriana crônica, o tratamento pode se estender por 4 a 6 semanas ou mais. É fundamental evitar a massagem prostática em casos de prostatite aguda devido ao risco de bacteremia. A retenção urinária aguda é uma complicação que necessita de alívio imediato, geralmente com cateterismo vesical. O tratamento deve ser individualizado, considerando o estado geral do paciente e a resposta à terapia. A fistulectomia anal não tem relação com o tratamento da prostatite.
Os principais agentes etológicos são bactérias Gram-negativas entéricas, como Escherichia coli (responsável por 80% dos casos), Klebsiella pneumoniae e Pseudomonas aeruginosa.
A prostatite aguda geralmente requer antibioticoterapia por 2 a 4 semanas, enquanto a prostatite bacteriana crônica necessita de cursos mais longos, de 4 a 6 semanas ou mais, devido à dificuldade de erradicação bacteriana na próstata.
A inflamação e o edema da próstata na prostatite podem comprimir a uretra, dificultando o fluxo urinário e levando à retenção urinária aguda, que frequentemente necessita de cateterismo vesical.
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