ENARE/ENAMED — Prova 2023
Um homem de 54 anos procura atendimento médico com queixa de dor ao urinar e urgência miccional. O diagnóstico de prostatite é estabelecido e a urocultura mostra crescimento de pseudomonas aeruginosa. Diante do exposto, assinale a alternativa correta.
Prostatite por Pseudomonas → requer ATB com boa penetração prostática e cobertura para Gram-negativos resistentes.
A prostatite bacteriana por Pseudomonas aeruginosa é menos comum que por Enterobacteriaceae e requer antibióticos com boa penetração prostática e espectro adequado. Ertapenem, um carbapenêmico, é uma opção para Gram-negativos resistentes, e sua contraindicação não é a regra.
A prostatite bacteriana aguda é uma infecção da próstata que se manifesta com dor ao urinar, urgência miccional, febre e calafrios. Embora a Escherichia coli seja o agente etiológico mais comum, outras bactérias Gram-negativas, como a Pseudomonas aeruginosa, podem causar a infecção, especialmente em pacientes com histórico de instrumentação urológica, infecções hospitalares ou uso prévio de antibióticos. O diagnóstico é clínico, com exames de urina e urocultura para identificar o agente e seu perfil de sensibilidade. O tratamento requer antibióticos que apresentem boa penetração no tecido prostático. Fluoroquinolonas (ciprofloxacino, levofloxacino) e sulfametoxazol-trimetoprim são as escolhas mais comuns. Para infecções por Pseudomonas aeruginosa, que frequentemente apresenta resistência a antibióticos comuns, pode ser necessário o uso de carbapenêmicos (como ertapenem, imipenem, meropenem) ou outras opções com espectro adequado, dependendo do perfil de sensibilidade. É importante ressaltar que a nitrofurantoína (macrodantina) não é eficaz para prostatite devido à sua baixa penetração prostática. O tratamento deve ser prolongado, geralmente por 4 a 6 semanas, para erradicar a infecção e prevenir a recorrência ou a cronificação. A incidência de neoplasia de próstata não é diretamente aumentada por um episódio de prostatite bacteriana aguda.
Os agentes mais comuns são as Enterobacteriaceae, como Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae. Pseudomonas aeruginosa é menos comum, mas importante em infecções nosocomiais ou em pacientes com fatores de risco.
Fluoroquinolonas (ciprofloxacino, levofloxacino) são frequentemente a primeira escolha devido à boa penetração prostática. Outras opções incluem sulfametoxazol-trimetoprim e, para casos mais complexos ou resistentes, carbapenêmicos.
A nitrofurantoína não atinge concentrações terapêuticas adequadas no tecido prostático, sendo ineficaz para o tratamento da prostatite, embora seja útil para cistites não complicadas.
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