Unioeste/HUOP - Hospital Universitário do Oeste do Paraná - Cascavel (PR) — Prova 2015
A Prostaglandina E1 é administrada aos neonatos nas cardiopatias canais dependentes relacionadas abaixo, EXCETO:
Prostaglandina E1 mantém o ducto arterioso PÉRVIO em cardiopatias ducto-dependentes.
A Prostaglandina E1 é usada para manter a patência do ducto arterioso em neonatos com cardiopatias congênitas ducto-dependentes, onde o fluxo sanguíneo pulmonar ou sistêmico depende da comunicação entre a aorta e a artéria pulmonar. O defeito do septo atrioventricular total não é uma cardiopatia ducto-dependente.
As cardiopatias congênitas ducto-dependentes representam um grupo de malformações cardíacas em que a sobrevivência do neonato depende da patência do ducto arterioso para manter o fluxo sanguíneo pulmonar ou sistêmico adequado. O ducto arterioso, que normalmente se fecha nos primeiros dias de vida, precisa ser mantido aberto farmacologicamente. A Prostaglandina E1 (alprostadil) é o medicamento de escolha para induzir e manter a patência do ducto arterioso. Ela age relaxando a musculatura lisa da parede do ducto, permitindo a passagem de sangue. Seu uso é crucial em condições como atresia pulmonar, atresia tricúspide grave, transposição das grandes artérias (para melhorar a mistura sanguínea), síndrome do ventrículo esquerdo hipoplásico e interrupção do arco aórtico. O defeito do septo atrioventricular total (DSAVT), por outro lado, é uma cardiopatia congênita caracterizada por uma comunicação ampla entre os quatro câmaras cardíacas, resultando em um grande shunt esquerda-direita e, frequentemente, hipertensão pulmonar. Esta condição não é ducto-dependente, pois o fluxo sanguíneo pulmonar e sistêmico não depende da patência do ducto arterioso. O tratamento do DSAVT é cirúrgico, geralmente nos primeiros meses de vida.
A Prostaglandina E1 é utilizada para manter a patência do ducto arterioso, uma estrutura fetal que permite a comunicação entre a aorta e a artéria pulmonar, essencial para a circulação em cardiopatias ducto-dependentes.
Cardiopatias ducto-dependentes incluem aquelas com fluxo pulmonar dependente (atresia pulmonar, atresia tricúspide grave) ou fluxo sistêmico dependente (coarctação grave da aorta, síndrome do ventrículo esquerdo hipoplásico, interrupção do arco aórtico).
O defeito do septo atrioventricular total é caracterizado por uma comunicação ampla entre átrios e ventrículos, geralmente com fluxo pulmonar aumentado, e não depende da patência do ducto arterioso para manter a circulação sistêmica ou pulmonar.
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