UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2024
Paciente realizou colonoscopia para triagem de câncer colorretal. O anestesista, juntamente com o coloproctologista, costuma utilizar propofol para sedação de seus pacientes que se submetem ao procedimento. Sobre esta medicação é INCORRETO afirmar que:
O propofol é um anestésico intravenoso amplamente utilizado em procedimentos que requerem sedação consciente ou anestesia geral, como a colonoscopia. Sua popularidade deve-se ao rápido início de ação, curta duração e recuperação relativamente rápida e clara, com menor incidência de náuseas e vômitos pós-operatórios em comparação com outros agentes. É um fármaco essencial na prática anestésica moderna. O mecanismo de ação do propofol é primariamente através da potencialização da atividade do ácido gama-aminobutírico (GABA), o principal neurotransmissor inibitório no sistema nervoso central. Ele atua como um agonista dos receptores GABA-A, aumentando a frequência e/ou duração da abertura dos canais de cloreto, o que resulta em hiperpolarização neuronal e inibição da transmissão sináptica. Sua alta lipossolubilidade permite uma rápida distribuição para o cérebro, explicando seu rápido início de ação (menos de um minuto). Apesar de ser bem tolerado para sedação consciente, o propofol possui um perfil de segurança que exige monitoramento cuidadoso. Seus principais efeitos adversos incluem depressão respiratória dose-dependente, que pode evoluir para apneia, e efeitos cardiovasculares como hipotensão e bradicardia, devido à depressão miocárdica e vasodilatação. Portanto, sua administração deve ser realizada por profissionais treinados em ambiente com recursos para suporte ventilatório e cardiovascular.
O propofol atua principalmente como um agonista dos receptores GABA-A, potencializando a ação do neurotransmissor inibitório GABA. Isso resulta em um aumento do influxo de cloreto para o neurônio, hiperpolarizando a membrana e inibindo a transmissão neuronal.
Os efeitos adversos mais comuns incluem depressão respiratória (podendo levar à apneia), hipotensão, bradicardia e dor no local da injeção. É crucial o monitoramento contínuo da função respiratória e cardiovascular.
A extrema lipossolubilidade do propofol permite que ele cruze rapidamente a barreira hematoencefálica, atingindo altas concentrações no sistema nervoso central em menos de um minuto e induzindo anestesia de forma muito rápida.
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